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Câmara do DF rejeita convocação do presidente do BRB e secretário de Economia

A medida foi rejeitada por 12 votos a 9, durante debate sobre o projeto de socorro de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília e o uso de imóveis públicos

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

247 - A Câmara Legislativa do Distrito Federal rejeitou nesta terça-feira (3) a convocação do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias de Carvalho, para prestar esclarecimentos sobre a situação financeira do banco. O requerimento foi protocolado pelo vice-líder do Partido Liberal (PL), Thiago Manzoni, e a votação terminou em 21 votos, com 12 contrários e nove favoráveis. Na segunda-feira, Souza participou de reunião fechada com os parlamentares que durou mais de 12 horas. As informações são do jornal O Globo.

O plenário da Câmara estava lotado por servidores do BRB, que demonstravam apoio ou desaprovação conforme a posição dos deputados. A discussão girou em torno do projeto de lei do Executivo. A proposta solicita autorização para medidas emergenciais de socorro ao banco. Entre elas, estão o aporte direto do controlador e a contratação de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou a outras instituições. O projeto também prevê o uso de nove imóveis públicos. Eles poderiam ser utilizados para constituir um fundo imobiliário, cedidos ao BRB ou oferecidos como garantia em operações de crédito.

A oposição anunciou que votaria contra o projeto. O deputado Gabriel Magno (PT) criticou a argumentação do governo, lembrando que, há seis meses, o então presidente do BRB afirmou que o banco estaria em risco caso não fosse aprovado o projeto envolvendo o Banco Master. Para ele, não há documentos que comprovem essa ameaça. 

Em voto em separado, o deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que a Câmara não pode autorizar a alienação de imóveis sem conhecer o valor dos mesmos, sem demonstrar interesse público e sem respeitar a Lei Orgânica. Ele também criticou a possibilidade de ajustes na Lei Orçamentária sem detalhar quais seriam, alertando para os riscos de repetir erros de gestões anteriores.

Já o deputado Jorge Vianna (PSD) afirmou que votaria a favor do projeto e declarou que tanto os trabalhadores do BRB quanto os parlamentares foram enganados. Segundo ele, os empregados estavam presentes para apoiar medidas que garantissem a continuidade das atividades do banco, destacando que a democracia permite divergências, mas que a prioridade deve ser o interesse dos trabalhadores.

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