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Comissão de Ética Pública instaura procedimento contra Heleno por incitação golpista

A comissão quer mais detalhes das manifestações do general sobre a participação em uma reunião que, segundo a PF, era um preparativo para o plano golpista

Augusto Heleno (Foto: Gustavo Moreno/STF)

247 - Órgão consultivo do governo federal, a Comissão de Ética Pública (CEP) informou nesta sexta-feira (9) que a foi aprovada a instauração de um processo de apuração contra o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 21 anos de prisão no inquérito da trama golpista.  

Mesmo após o militar já ter recebido a pena determinada pelo STF, outros processos podem ser instaurados. A comissão quer obter mais detalhes das manifestações do ex-ministro, registradas em reunião realizada por Jair Bolsonaro (PL) em 5 de julho de 2022. De acordo com a Polícia Federal (PF), essa reunião era uma espécie de preparativo para a execução de um plano supostamente golpista.

A comissão tinha enviado um ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes pedindo autorização para notificar Heleno para que ele tenha mais tempo, com o objetivo de preparar a sua defesa. Relator do inquérito da trama golpista no STF, o magistrado ainda precisa se manifestar sobre o pedido feito pela comissão. 

Em 22 de dezembro, Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária ao general Augusto Heleno em razão da idade avançada do condenado (78 anos) e do seu quadro de saúde, comprovado por perícia médica oficial realizada pela PF. 

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