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Confira as próximas etapas do processo de colaboração premiada de Daniel Vorcaro

Investigadores vão confrontar provas apresentadas pelo dono do Banco Master com informações já reunidas na investigação sobre fraudes financeiras

Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação )

247 - A proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro entrou em uma nova etapa de análise por parte da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Investigadores começarão a examinar o conteúdo entregue pela defesa do dono do Banco Master, preso preventivamente desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (6) pelo Metrópoles.

Responsáveis pelas apurações verificarão as informações fornecidas por Vorcaro e farão o cruzamento do material com provas já existentes nos autos da investigação. O caso ganhou relevância após a PF apontar suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

A investigação avalia o alcance das declarações do empresário e a capacidade de comprovação das confissões apresentadas à PF e à PGR. Os investigadores também analisarão a consistência dos relatos diante das provas já reunidas durante a operação.

Após essa fase inicial, Daniel Vorcaro precisará apresentar elementos concretos que sustentem suas declarações. Entre os materiais esperados estão documentos, gravações, vídeos, fotografias e registros diversos capazes de confirmar os fatos relatados no acordo de colaboração.

A legislação exige ainda que o delator reconheça formalmente o compromisso de dizer a verdade, aceite cláusulas de confidencialidade e tome ciência das penalidades previstas em caso de descumprimento dos termos acertados com as autoridades.

Na sequência, os responsáveis pela negociação elaboram o documento formal da delação premiada e encaminham o pedido de homologação à Justiça. O acordo passa então pela avaliação do magistrado responsável pelo caso.

Operação investiga fraudes financeiras

Daniel Vorcaro permanece preso preventivamente desde o início de março, quando a PF deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras ligadas ao Banco Master e ao BRB.

Segundo os investigadores, o esquema teria utilizado carteiras de crédito consideradas fraudulentas em negociações com o banco público do Distrito Federal. A Polícia Federal afirma que o caso movimentou bilhões de reais e ampliou o foco sobre contratos e transações conduzidas nos últimos anos.

Defesa de Paulo Henrique Costa também busca acordo

O avanço da proposta de colaboração de Vorcaro ocorre em meio a outra negociação envolvendo um dos principais nomes investigados no caso. A defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também tenta concluir um acordo de delação premiada.

Preso desde 16 de abril, Paulo Henrique Costa comunicou formalmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no último dia 28 de abril, o interesse em colaborar com as investigações.

Os investigadores agora acompanham duas possíveis delações ligadas ao caso Banco Master, movimento que pode ampliar o volume de informações disponíveis sobre as suspeitas de fraudes financeiras investigadas pela PF e pela PGR.

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