Correia cita crimes de Eduardo Bolsonaro e defende a soberania brasileira (vídeo)
Deputado do PT diz que ex-parlamentar atuou no exterior por sanções contra o Brasil e deve responder no STF
247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) denunciou nesta terça-feira (16) crimes atribuídos ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após ser acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coação judicial.
"O traidor da pátria no banco dos réus. Depois do golpe de 8 de janeiro, Eduardo Bolsonaro decidiu atacar o Brasil do exterior. Articulou pressões contra o país, defendeu sanções e trabalhou contra os interesses nacionais para tentar garantir anistia e impunidade aos golpistas", escreveu o petista na rede social X.
De acordo com Rogério Correria, “os autoproclamados "patriotas" não hesitaram em agir contra a soberania brasileira quando o objetivo era salvar a própria pele”. “Hoje, Eduardo Bolsonaro começa a responder por seus atos. Quem trai o Brasil não é patriota. Quem ataca a democracia tem que ser responsabilidade. Sem anistia”, acrescentou.
Desde o início do ano passado, Eduardo Bolsonaro fixou residência nos Estados Unidos, onde busca apoio junto a setores da extrema direita local para pressionar Washington a adotar medidas punitivas contra o Brasil, em reação às condenações impostas pelo Judiciário brasileiro em investigações sobre tentativas de ruptura institucional.
No começo deste mês (junho/2026), o governo do presidente estadunidense, Donald Trump, defendeu um tarifaço de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. Os EUA também acusaram o Brasil, sem apresentar provas, de adotar práticas desleais e citaram o Pix, sistema lançado pelo Banco Central brasileiro em 2020.
O Supremo Tribunal Federal condenou 29 pessoas no inquérito da trama golpista, o que motivou Eduardo Bolsonaro a estimular sanções contra o Brasil. Jair Bolsonaro recebeu a pena mais alta, de 27 anos de prisão. Na investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o STF determinou mais de 1,4 mil condenações.



