Eduardo diz que Bolsonaro usará prisão domiciliar para fazer articulações políticas
“É claro que vão falar de política”, diz o ex-deputado
247 - O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) pretende manter articulações políticas durante o período de prisão domiciliar concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o contato com aliados continuará ocorrendo por meio de visitas autorizadas, que devem incluir discussões sobre o cenário político. A declaração foi dada durante participação no CPAC, nos Estados Unidos, segundo a Folha de São Paulo.
Eduardo reconheceu que, apesar das restrições impostas pela decisão judicial, Bolsonaro seguirá atuando politicamente dentro das limitações do regime domiciliar.
Ao comentar a rotina de visitas, o ex-deputado foi direto ao admitir o caráter político dos encontros. “É claro que vão falar de política”, afirmou. Ele acrescentou que, na atual situação, “a vida privada e pública dele se confundem”, sinalizando que o período em casa será também um espaço de articulação com aliados.
A fala reforça a avaliação de que Jair Bolsonaro continuará exercendo liderança no campo conservador mesmo após a condenação. “Bolsonaro continua sendo o líder da direita”, disse Eduardo, ao destacar que o ex-presidente ainda é procurado por políticos em busca de apoio.
O STF autorizou a prisão domiciliar por 90 dias após Bolsonaro ser diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração. A medida prevê visitas restritas a familiares, advogados e profissionais de saúde, mas, segundo Eduardo, esses encontros inevitavelmente terão conteúdo político.
Antes da concessão da domiciliar, Bolsonaro já vinha sendo procurado por pré-candidatos interessados em obter respaldo político. O próprio Eduardo indicou que essa dinâmica deve continuar, ainda que em um formato mais controlado pelas regras impostas pela Justiça.
Ao comentar a decisão judicial, o filho do ex-presidente também afirmou que a medida permitirá melhores condições de saúde e acompanhamento médico, mas deixou claro que o impacto político da presença de Bolsonaro permanece ativo, mesmo fora do ambiente público tradicional.


