Em mensagem, Vorcaro diz à namorada que banco “é igual máfia”
O diálogo mostra o banqueiro relatando à namorada o clima de tensão que enfrentava naquele momento
247 - O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, comparou o setor bancário a uma máfia em uma conversa privada com a influenciadora Martha Graeff. A troca de mensagens ocorreu em 7 de abril de 2025 e veio a público em reportagem publicada pelo portal Metrópoles.
O diálogo mostra o banqueiro relatando à namorada o clima de tensão que enfrentava naquele momento. Na conversa, ele descreveu o ambiente do mercado financeiro como uma disputa intensa e mencionou pressões que estariam sendo exercidas por concorrentes.
Conversa relata tensão no mercado financeiro
De acordo com o conteúdo divulgado, Martha Graeff perguntou ao empresário como havia sido seu dia. Vorcaro respondeu: “Sobrevivi a mais um dia”, indicando que atravessava um período de forte pressão.
Na sequência da conversa, o banqueiro afirmou que enfrentava um cenário de conflito no ambiente empresarial. “To na adrenalina. Ainda na guerra. Não sei se passou. Preciso chegar no final. Como fiquei muito exposto ficou muito arriscado, mas tá caminhando para resolver. Andre baixou a guarda e ataques diminuíram bem”, disse ele.
Disputa envolvendo venda do Banco Master
Na época em que as mensagens foram enviadas, Vorcaro buscava a aprovação do Banco Central (BC) para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Nos bastidores, segundo relatos, o empresário acusava o dono do BTG Pactual, André Esteves, de pressionar o Banco Central para impedir a aprovação da operação.
Durante o diálogo, a influenciadora comentou que seus adversários não permitiriam que ele saísse da situação em vantagem. A observação levou o banqueiro a fazer uma comparação com o funcionamento do sistema financeiro.
Vorcaro respondeu concordando com a análise e declarou: “Verdade. Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”.
A conversa revela o clima de disputa que, segundo o empresário, cercava as negociações e as pressões no setor financeiro naquele período.


