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Caso Master: advogado nega protocolo de morte cerebral de ‘Sicário’ em MG

Defesa afirma que quadro clínico de Luiz Phillipi Mourão não justifica procedimento após tentativa de suicídio em cela da Polícia Federal

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como "sicário" de Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação)

247 - O advogado Robson Lucas da Silva afirmou nesta quinta-feira (5) que não há indicação médica para a abertura de um protocolo de morte cerebral no caso de Luiz Phillipi Mourão, apontado como “sicário” ligado ao empresário André Vorcaro. O preso está internado após uma tentativa de suicídio enquanto se encontrava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.

As informações são do portal UOL. Segundo a defesa, o estado clínico atual do detento não apresenta os critérios necessários para que os médicos iniciem o procedimento previsto em casos de suspeita de morte cerebral. O advogado destacou que a abertura desse protocolo depende de sinais clínicos específicos e de uma evolução negativa do quadro de saúde, o que, de acordo com ele, não ocorreu até o momento.

“A condição clínica atual não é indicativa de abertura do protocolo. Essa abertura do protocolo depende da manifestação clínica, da evolução para pior e isso ainda não houve. Não se chegou ainda a esse momento, espero que não se chegue, mas os médicos ainda não têm, de acordo com a literatura médica, condição de abrir esse protocolo”, afirmou Robson Lucas da Silva.

A tentativa de suicídio ocorreu quando Mourão estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. A corporação informou que ele foi prontamente socorrido por equipes da própria PF e encaminhado para atendimento hospitalar.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que não divulgará informações detalhadas sobre o estado de saúde do paciente. Em comunicado, a instituição citou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para justificar a restrição.

“A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em consonância com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), informa que, em conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não pode disponibilizar qualquer dado individualizado que diz respeito à privacidade do paciente.”

A Polícia Federal abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio. O diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a movimentação do preso e o atendimento prestado pelos agentes foram registrados pelas câmeras de segurança da unidade.

“Está tudo filmado”, declarou Rodrigues. Segundo ele, “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.

Em nota, os advogados Robson Lucas e Vicente Salgueiro informaram que estiveram com Mourão horas antes do episódio. De acordo com a defesa, o encontro ocorreu até por volta das 14h de quarta-feira (4).

“No momento em que estivemos com ele, encontrava-se em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal”, afirma o comunicado.

A Polícia Federal informou ainda que novas informações sobre o estado de saúde do preso poderão ser divulgadas após atualização da equipe médica responsável pelo atendimento.

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