Pedro Serrano aponta 'estranheza' na morte de 'Sicário' de Vorcaro na prisão
Jurista defende investigação independente após morte de preso ligado à Operação Compliance Zero sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais
247 - A morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais, gerou questionamentos públicos e pedidos por esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso. O episódio ocorreu após a deflagração da Operação Compliance Zero, que levou à prisão do investigado.
Em manifestação publicada na noite de quarta-feira (4), o jurista Pedro Serrano afirmou que o episódio levanta dúvidas e precisa ser apurado por instâncias independentes. A Polícia Federal informou, por sua vez, que abriu inquérito nesta quinta-feira (5) para investigar as circunstâncias da custódia do preso.
Segundo Serrano, a investigação deve envolver estruturas distintas das responsáveis pela guarda do detento e contar com acompanhamento rigoroso do Ministério Público Federal. “O suicidio de Sicário carece ser investigado por estruturas diferenciadas no interior do PF, com peritos de reconhecida independência e agentes distintos do sistema que o guardava com acompanhamento intenso do MPF. Muito inusual e estranho o que aconteceu!”, escreveu o jurista.
De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, Mourão “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais”. O órgão informou que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarou que toda a movimentação envolvendo o detento e o atendimento prestado pelos policiais foi registrada por câmeras de segurança. Segundo ele, “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.
Ainda conforme a Polícia Federal, o ocorrido foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do chamado caso Master no Supremo Tribunal Federal. A instituição afirmou que encaminhará ao ministro todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica dos acontecimentos.


