Lula anuncia Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado
Senadora assume articulação de projetos como fim da escala 6x1 e PEC da Segurança
247 - A senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi designada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como nova líder do governo no Senado Federal, com a missão de articular a tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança. As informações são de uma postagem feita pelo presidente Lula nesta quinta-feira (25).
Segundo o presidente, a parlamentar terá a responsabilidade de coordenar o debate e a aprovação de propostas de interesse da população brasileira em discussão no Congresso Nacional.
A mudança ocorre após a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, decisão tomada dias depois de seu nome ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Na quarta-feira (24), Lula e Jaques Wagner se reuniram no Palácio da Alvorada em um encontro que durou cerca de duas horas. Após a conversa, Wagner anunciou que deixaria o posto. “Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, afirmou o senador em publicação nas redes sociais.
Wagner declarou ainda que sua prioridade passa a ser a defesa de sua inocência e o foco em projetos eleitorais futuros, incluindo sua reeleição ao Senado.
O parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão em endereços em Salvador (BA) e Brasília na última quinta-feira (18).
De acordo com investigações da Polícia Federal, Wagner é apontado como “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.
A PF também apura a relação do senador com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que foi liquidada pelo Banco Central.
As investigações incluem ainda suspeitas de pagamentos e benefícios ligados ao apoio a medidas no Congresso que poderiam favorecer o Banco Master, além de possíveis irregularidades na aquisição de um imóvel de luxo em Salvador e repasses financeiros que somariam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar, que nega as acusações.



