‘Não vamos descansar até que essa turma seja condenada por todos os seus crimes’, diz Lindbergh ao citar Dark Horse
Deputado cita apuração da PF sobre fundo nos EUA e suspeitas envolvendo Banco Master, Eduardo Bolsonaro e filme sobre Jair Bolsonaro
247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou avanço nas investigações sobre o dinheiro destinado ao filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL), após a Polícia Federal (PF) avaliar pedido aos Estados Unidos para quebrar o sigilo do fundo que recebeu valores ligados ao projeto.
"Não vamos descansar até que essa turma seja condenada e presa por todos os seus crimes!", escreveu o parlamentar em postagem divulgada na rede social X, antigo Twitter. "Dinheiro de Dark Horse na mira da PF", continuou o petista.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão na mira de políticos do campo progressista, que denuncia irregularidades envolvendo as articulação da família bolsonarista e a produção do longa.
A apuração da PF busca esclarecer a destinação dos recursos relacionados à Entre Investimentos e Participações. A empresa aparece ligada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo de investigação sobre fraudes financeiras que movimentaram pelo menos R$ 12 bilhões no país, segundo investigadores.
Conforme o deputado, a PF suspeita que o dinheiro para Dark Horse "teria sustentado Eduardo Bolsonaro e a campanha de coação de ministros do STF com sanções, Lei Magnitsky e até intervenção militar estrangeira para impedir o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe".
O parlamentar também afirmou que o campo progressista acionou a Interpol para pedir cooperação penal internacional. Segundo Lindbergh, a medida busca apurar possível lavagem de dinheiro, ocultação de beneficiários finais e circulação transnacional de recursos relacionados ao financiamento do longa.
"O pedido mira operações envolvendo Brasil, Estados Unidos, Holanda e Hungria, com suspeita de uso de empresas, fundos, contas de custódia e contratos internacionais para esconder a origem, o destino e os reais beneficiários dos valores. É preciso seguir o caminho do dinheiro para desbaratar uma quadrilha de traidores que continua agindo contra os interesses nacionais", defendeu o petista.
Entenda
Reportagem publicada pelo Intercept Brasil em 27 de maio apontou que Eduardo Bolsonaro discutiu o financiamento do filme Dark Horse com Daniel Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Conforme a publicação, o deputado cassado pediu o envio do "máximo" de recursos aos Estados Unidos.
Também em 27 de maio, a Agência Pública informou que Eduardo Bolsonaro e Karina Ferreira da Gama buscaram uma empresa com braços na Hungria e na Holanda para movimentar fundos destinados ao longa.
Karina Gama atua na GoUp Entertainment, empresa que trabalhou na produção do filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-mandatário cumpre prisão domiciliar após condenação do Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.



