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PF investiga grupo Fictor após proposta de compra do Banco Master

A proposta apresentada pelo Fictor previa a aquisição do Banco Master por meio de um aporte estimado em R$ 3 bilhões

Banco Master (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil )

247 - A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (4) um inquérito para apurar a atuação do grupo Fictor, que havia apresentado uma proposta para adquirir o Banco Master. A abertura da investigação ocorre em meio a suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo a empresa, que recentemente entrou com pedido de recuperação judicial. A informação foi divulgada no blog do jornalista Valdo Cruz, que revelou que o grupo é alvo de apuração formal da PF por possíveis irregularidades financeiras. 

A proposta apresentada pelo Fictor previa a aquisição do Banco Master por meio de um aporte estimado em R$ 3 bilhões. Mas, paralelamente à negociação, o grupo protocolou um pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. No documento, a empresa afirmou que a medida tem como objetivo “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que totalizam aproximadamente R$ 4 bilhões.

Agora, a PF busca esclarecer a natureza das operações do Fictor e sua tentativa de compra de uma instituição bancária em meio a um cenário de forte desequilíbrio econômico. De acordo com as investigações, o grupo Fictor é suspeito de quatro crimes contra o sistema financeiro nacional: gestão fraudulenta, emissão de títulos equiparados a valores mobiliários sem lastro, operação de instituição financeira sem autorização legal e apropriação indébita financeira. As suspeitas recaem sobre a forma de captação de recursos e a condução de suas atividades no mercado.

O caso se conecta à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um amplo esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo investigadores, os envolvidos podem ter movimentado até R$ 17 bilhões por meio de operações consideradas irregulares.

O Banco Master pertence ao empresário Daniel Vorcaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar no âmbito das investigações conduzidas pela PF. As apurações seguem em andamento e devem aprofundar a análise das relações entre o grupo Fictor, a proposta de aquisição do banco e as suspeitas de crimes financeiros de grande escala.

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