'Programa de Flávio Bolsonaro é mistura de neocolonialismo com ataque brutal aos trabalhadores', denuncia Lindbergh (vídeo)
Deputado criticou a proposta de congelar o salário mínimo e atacou Mansueto Almeida, cogitado para a Fazenda em eventual governo do senador
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais nesta quarta-feira (1) para denunciar o que classifica como um programa de governo alinhado aos interesses estrangeiros e contrário aos direitos dos trabalhadores brasileiros.
Em postagem no X e em vídeo divulgado na mesma plataforma, o parlamentar petista mirou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional cotado para ocupar o Ministério da Fazenda em um eventual governo do parlamentar.
"As pessoas não podem ser escravizadas. Ele sabe que é impopular, é radicalmente anti-povo. Só o governo Lula é que luta pela inclusão social. O programa do Flávio é uma mistura de neocolonização e de brutal ataque ao direito dos trabalhadores", afirma Lindbergh no vídeo, citando entre as propostas atribuídas ao senador o congelamento do salário mínimo e uma nova reforma trabalhista.
Declarações de Mansueto Almeida
O estopim das críticas foi uma declaração do próprio Mansueto Almeida durante participação na Brazil Conference nesta semana. O economista defendeu a necessidade de limitar os reajustes reais do salário mínimo — ou seja, os aumentos acima da inflação — como condição para estabilizar a dívida pública brasileira.
"Talvez seja possível a adoção de uma política de correção real do salário mínimo muito menor. Vai ser 0,5%, 1% ou menos. É uma questão do debate político, mas não dá para a gente ficar com crescimento de 2,5 ou 3% real do salário mínimo todos os anos, porque o impacto nas contas públicas é muito grande", declarou Mansueto durante o evento.
A fala repercutiu negativamente entre parlamentares e movimentos trabalhistas, sendo utilizada por Lindbergh como evidência concreta de qual seria a orientação econômica de um eventual governo Flávio Bolsonaro em relação à renda dos trabalhadores.
Valorização do salário mínimo no governo Lula
O debate ganha contornos ainda mais nítidos quando colocado em perspectiva com a trajetória do salário mínimo sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Decreto nº 12.797, publicado no Diário Oficial da União em 24 de dezembro e assinado por Lula, oficializou o reajuste do piso nacional a partir de 1º de janeiro de 2026, elevando o valor de R$ 1.518 para R$ 1.621 — alta de 6,79%.
A evolução do salário mínimo nos últimos anos ilustra a política de valorização adotada pelo governo federal. Em 2022, o piso era de R$ 1.212. Com a chegada de Lula ao poder, o valor subiu para R$ 1.320 em 2023, avançou para R$ 1.412 em 2024 — já sob as regras da Política de Valorização do Salário Mínimo —, chegou a R$ 1.518 em 2025 e alcançou R$ 1.621 em 2026, acumulando um crescimento real expressivo ao longo do período.


