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Saiba quem é Augusto Ferreira Lima, controlador do Banco Pleno

O banqueiro ganhou notoriedade ao integrar a sociedade do Banco Master, ao lado de Daniel Vorcaro

Augusto Ferreira Lima (Foto: Agência AL-BA)

247 - O banqueiro Augusto Ferreira Lima, controlador do Banco Pleno, construiu sua trajetória no sistema financeiro a partir do mercado de crédito consignado e ganhou notoriedade ao integrar a sociedade do Banco Master, ao lado de Daniel Vorcaro. Seu nome passou a ser associado a operações de expansão nesse segmento e, mais recentemente, a investigações que envolvem suspeitas de irregularidades no setor bancário.

Segundo o InfoMoney, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno e do Banco Master em meio a um contexto de apurações relacionadas a possíveis fraudes financeiras. Lima havia deixado a sociedade no Banco Master em maio de 2024, antes da decisão que atingiu as duas instituições.

De acordo com a publicação, o banqueiro ficou com o Banco Voiter e com a operação do Credcesta, cartão de benefício consignado, como parte de um rearranjo societário após a reestruturação envolvendo o Banco Master. O Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Voiter para Augusto Ferreira Lima em julho de 2025.

A autorização para a transferência, no entanto, foi condicionada à apresentação de um plano voltado para a contenção de eventuais riscos de liquidez. Conforme apontado na reportagem, em caso de colapso financeiro da instituição, o patrimônio pessoal de Lima, estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão, poderia ser acionado para cobrir parte das obrigações do banco.

O nome do banqueiro também está ligado ao fortalecimento do crédito consignado dentro do Banco Master. Ele foi um dos responsáveis por estruturar e ampliar esse braço de atuação, contratando executivos com experiência no setor e expandindo a rede de correspondentes bancários, o que contribuiu para aumentar a capilaridade do Credcesta.

Ainda segundo os dados citados, em 2024 o cartão-benefício já era oferecido em 24 estados brasileiros e alcançava 176 municípios, com forte presença entre servidores públicos, público tradicionalmente visado pelas instituições que operam crédito consignado.

A trajetória de Augusto Ferreira Lima, porém, passou a ser marcada também por episódios envolvendo investigações policiais. Em novembro de 2025, ele foi preso pela Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes relacionadas à venda de carteiras do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A prisão preventiva foi revogada menos de duas semanas depois.

Na ocasião, o Banco Pleno afirmou que não era alvo das investigações e declarou atuar em conformidade com a legislação vigente, enquanto o caso seguia sob apuração das autoridades competentes.

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