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Vazamento dos dados de Fábio Luís desmonta narrativa bolsonarista, diz Paulo Pimenta

“Cadê a mesada que diziam existir? Cadê a relação dele com o Careca do INSS? Não existe nada", afirma o deputado

Fabio Luis Lula da Silva (Foto: Reprodução)

247 - O vazamento ilegal do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva acabou desmontando acusações apresentadas por parlamentares da oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A avaliação é do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que afirma que as informações divulgadas não apontam qualquer transação entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o operador do esquema investigado, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. 

De acordo com Pimenta, os dados financeiros expostos de forma irregular mostram que não houve pagamento de “mesada” nem repasses ao operador citado nas investigações, contrariando a narrativa difundida por adversários políticos durante os trabalhos da CPMI. O parlamentar também criticou o que classificou como uma prática recorrente de vazamentos de informações sigilosas no âmbito da comissão.

Segundo o deputado, o episódio revela fragilidade na preservação de dados protegidos dentro da investigação parlamentar. “As informações de sigilo não chegam a durar 12 horas na CPI sem serem vazadas. E o que esse vazamento mostrou? Exatamente o que sempre dissemos: não existe nenhuma relação entre o filho do presidente Lula e o esquema do INSS”, declarou.

Acusações de distorção de dados

Pimenta também contestou a interpretação feita por setores da oposição sobre movimentações financeiras atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva. Para ele, as acusações foram construídas a partir de uma leitura distorcida de transações comuns, apresentadas como se fossem indícios de irregularidade.

“Cadê a mesada que diziam existir? Cadê a relação dele com o Careca do INSS? Não existe nada. O que houve foi uma tentativa deliberada de manipular dados bancários para criar uma narrativa falsa”, afirmou.

O parlamentar explicou que a soma de pagamentos recorrentes pode gerar números elevados quando apresentados fora de contexto. Segundo ele, despesas regulares — como aluguel, aplicações financeiras ou transferências internas — podem inflar artificialmente o volume total movimentado em uma conta.

“O que fizeram foi pegar pagamentos recorrentes e apresentar como se fossem transferências suspeitas. Se uma pessoa paga um aluguel mensal de R$ 10 mil, em quatro anos isso vira R$ 480 mil. Aí colocam numa manchete como se fosse um repasse irregular, sem explicar que se trata de um pagamento mensal absolutamente comum”, disse.

Vazamento acabou contrariando acusação

Na avaliação de Pimenta, o próprio vazamento do sigilo bancário acabou produzindo efeito contrário ao pretendido por quem levantou suspeitas contra o filho do presidente. O deputado sustenta que as informações divulgadas confirmam a inexistência de vínculo entre Fábio Luís Lula da Silva e o esquema investigado no INSS.

“Esse vazamento ilegal só confirmou que o filho do presidente Lula não tem nenhuma relação com o esquema do INSS, nunca recebeu dinheiro do Careca do INSS e não tem nada a ver com descontos associativos ou com fraudes contra aposentados”, afirmou.

O parlamentar também acusou setores da oposição de explorar politicamente o caso com o objetivo de desviar a atenção das investigações sobre os responsáveis pelas fraudes contra aposentados e pensionistas.

“Mais uma vez tentaram usar o nome do filho do presidente para criar um escândalo que não existe. É uma operação política para confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações sobre quem realmente montou e se beneficiou desses esquemas”, declarou.

Defesa de investigação rigorosa

Pimenta defendeu que a CPMI concentre esforços na identificação dos responsáveis pelas irregularidades no sistema de descontos aplicados a beneficiários do INSS. Ele também cobrou rigor na apuração dos vazamentos de informações protegidas por sigilo no âmbito da comissão.

“O país precisa de investigação séria, não de manchetes fabricadas para atender interesses eleitorais”, concluiu.

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