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Caso Manuela: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre jovem encontrada morta em congelador na Bahia

A jovem estava desaparecida havia quatro dias quando seu corpo foi localizado dentro de uma geladeira

Corpo de vítima foi encontrado dentro de congelador em Vitória da Conquista (Foto: Reprodução)

247 - A morte de Manuela Vieira Matos Silva, de 23 anos, encontrada dentro de um congelador em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, segue cercada de comoção e questionamentos. O caso, que veio à tona no último domingo (29), está sendo investigado pela Polícia Civil e já teve um suspeito preso. As informações são do g1.

A jovem estava desaparecida havia quatro dias quando seu corpo foi localizado dentro de uma geladeira, em uma residência da cidade. O principal suspeito, identificado como Lucas Santos Lima, de 29 anos, foi preso no dia seguinte, em Ilhéus, e confessou o crime à polícia.Manuela era mãe de duas crianças, de 4 e 2 anos, e vivia um momento delicado na vida pessoal. Segundo familiares, ela havia perdido a guarda dos filhos, que estavam em uma casa de acolhimento, o que a deixava abalada emocionalmente. A última vez que foi vista com vida foi na quarta-feira (25), quando desapareceu.

A descoberta do corpo ocorreu após a companheira do suspeito acionar a polícia. A mulher afirmou que pretendia se mudar para o imóvel onde estava a geladeira e decidiu ir até o local em busca de Lucas, que estava desaparecido há cerca de um dia. Ao chegarem, os policiais encontraram o corpo da vítima em posição fetal dentro do congelador.Após o resgate, o corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por necropsia. O laudo, ainda não divulgado, deve esclarecer pontos fundamentais da investigação, como a causa da morte, a data do crime e a possível confirmação de uma gravidez, suspeita levantada por familiares.

Em depoimento, Lucas Santos Lima afirmou que matou Manuela após uma discussão entre os dois, ocorrida enquanto faziam uso de drogas. Ele também declarou que agiu sozinho e que mantinha apenas um relacionamento antigo com a vítima, já encerrado.

A Polícia Civil, até o momento, considera o suspeito como o único autor do crime. "A Polícia Civil atribui a autoria exclusivamente a ele, mas, obviamente, as investigações continuam e, se restarem evidências de participação de qualquer outra pessoa, ela será responsabilizada também", afirmou o delegado Roberto Júnior.Familiares da jovem, no entanto, levantam dúvidas sobre a versão apresentada. Uma tia da vítima descreveu o suspeito como agressivo e afirmou que ele não aceitava o fim do relacionamento. "Ele nunca aceitou o término, então ficava rodeando Manu para que ela voltasse com ele. (...) Soube que ele era uma pessoa bem agressiva, que inclusive batia em pessoas em situação de rua", relatou.

A mesma familiar também questionou o papel da atual companheira de Lucas, responsável por encontrar o corpo. "Uma coisa que me chamou atenção é que a namorada de Lucas encontrou o corpo de Manu. Depois, ele fugiu para Ilhéus, que é onde o avô dessa moça tem pousada. Estou achando tudo muito estranho", disse."O que não entra na minha cabeça é que ele ficou sem dar notícia um dia e ela (namorada) foi na casa que nem estavam morando ainda, que nem tinha pertences dela, nem dele", completou.

Apesar das suspeitas levantadas pela família, a polícia não trata a companheira do suspeito como envolvida no crime até o momento. As investigações seguem em andamento e não descartam novas linhas de apuração.Entre os principais pontos ainda em aberto estão a confirmação da causa da morte, a data exata do assassinato e a possibilidade de gravidez da vítima. A expectativa é que o laudo cadavérico traga respostas decisivas.

"A necropsia é muito bem feita e esclarece toda e qualquer lesão que o corpo da vítima tenha, como uma eventual gravidez. Então, é muito importante a questão do laudo, que certamente será compatível com a versão dada pelo autor", destacou o delegado Roberto Júnior.

O caso, que chocou a população local, reforça a gravidade da violência contra mulheres e segue mobilizando autoridades e familiares em busca de respostas completas sobre as circunstâncias do crime.

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