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Deputado Josimar Maranhãozinho é alvo da PF em operação sobre emendas

Polícia Federal cumpre buscas no DF e no Maranhão em investigação que envolve emendas parlamentares

Josimar Maranhãozinho (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
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247 - O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é alvo de buscas da Polícia Federal nesta quinta-feira (25), em uma operação que apura suspeitas de desvio de recursos ligados a emendas parlamentares do chamado orçamento secreto, com diligências realizadas no Distrito Federal e no Maranhão, em investigação que envolve empresas contratadas para execução de obras financiadas por essas verbas, informa o G1.

Os alvos da operação incluem empresas responsáveis por executar obras financiadas por emendas parlamentares, além de endereços ligados ao próprio deputado, já que ele seria sócio de uma dessas companhias. As diligências ocorrem simultaneamente em diferentes localidades, ampliando o alcance da apuração.

Operação atinge DF e Maranhão

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos tanto no Distrito Federal quanto no estado do Maranhão. A investigação busca esclarecer o possível fluxo de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares e sua aplicação em contratos firmados com empresas privadas.

A operação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, responsável por permitir o avanço das diligências no âmbito da investigação.

Em um processo anterior, no qual o parlamentar foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Maranhãozinho coordenava a destinação de emendas parlamentares. Segundo a acusação, ele também monitorava a liberação dos recursos, controlava planilhas de pagamentos e realizava cobranças de propina quando necessário.

Orçamento secreto

O chamado orçamento secreto é o nome dado às emendas de relator (RP9), mecanismo orçamentário da União no qual a distribuição de recursos ocorria a partir de indicações parlamentares sem transparência sobre os autores das solicitações ou critérios claros de divisão das verbas.

Nos sistemas oficiais, era registrado apenas o nome do relator do Orçamento, sem identificação dos parlamentares responsáveis pelas indicações, o que gerou questionamentos sobre a transparência e o uso político desses recursos públicos.

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