Jerônimo Rodrigues anuncia medidas para conter alta dos combustíveis na Bahia e reforça alinhamento com Lula
Governador afirma que estado vai dividir subsídio do diesel com o governo federal e promete proteger consumidores contra aumentos abusivos
247 – O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou medidas para conter a alta dos combustíveis no estado e afirmou que está alinhado ao presidente Lula na busca por soluções para reduzir o impacto da crise internacional sobre a população. A declaração foi feita pelo próprio governador em manifestação pública.
Diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, Jerônimo destacou que a prioridade do governo estadual será proteger os consumidores baianos e evitar que os aumentos comprometam o orçamento das famílias.
“Vamos proteger os consumidores baianos do aumento nos combustíveis. Diante dos impactos da guerra no Oriente Médio, sigo alinhado com o presidente Lula para evitar que a conta pese no bolso do povo”, afirmou.
Bahia vai assumir parte do subsídio ao diesel
Como parte das medidas, o governador informou que determinou que o Estado da Bahia participe do subsídio ao diesel, dividindo os custos com o governo federal. A iniciativa está em linha com as negociações conduzidas pela União junto aos estados para conter a escalada dos preços.
“Determinei que o Estado assuma parte do custo do subsídio do diesel junto com o Governo do Brasil”, declarou Jerônimo.
A medida busca reduzir o impacto direto sobre setores que dependem fortemente do combustível, como o transporte de cargas e de passageiros, além de atividades essenciais à economia regional.
Controle de preços e atuação do Procon
Além do subsídio ao diesel, o governo baiano anunciou ações para evitar reajustes em outros combustíveis. Segundo Jerônimo, o estado também atuou para impedir o aumento no preço do etanol.
“Também impedimos o aumento do preço do etanol e reforçamos a atuação do PROCON contra os aumentos abusivos nos postos”, disse.
O reforço na fiscalização pretende coibir práticas abusivas por parte de postos de combustíveis, sobretudo em momentos de instabilidade internacional, quando aumentos podem ser repassados de forma antecipada ou desproporcional ao consumidor.
Foco social e proteção aos trabalhadores
O governador enfatizou que as medidas têm como foco principal proteger os trabalhadores que dependem diretamente do combustível para garantir renda, como motoristas de aplicativo, motoboys, taxistas, mototaxistas e caminhoneiros.
“Com equilíbrio fiscal e compromisso social, vamos atravessar esse momento protegendo os baianos e baianas, principalmente quem depende do combustível para trabalhar”, afirmou.
A declaração reforça a estratégia do governo estadual de combinar responsabilidade fiscal com políticas de proteção social, em um contexto de pressão inflacionária global.
Alinhamento político com o governo federal
A posição de Jerônimo Rodrigues também evidencia o alinhamento político entre o governo da Bahia e o governo federal na tentativa de enfrentar os efeitos econômicos da crise internacional.
Ao mencionar diretamente o presidente Lula, o governador sinaliza apoio às iniciativas em discussão em Brasília, incluindo o modelo de subsídio compartilhado para conter a alta do diesel.
O movimento ocorre em um momento em que estados e União negociam alternativas para reduzir o impacto da alta dos combustíveis, considerada um dos principais vetores de pressão inflacionária no país.
Resposta à crise internacional dos combustíveis
As medidas anunciadas pela Bahia se inserem em um cenário mais amplo de reação dos entes federativos à escalada dos preços do petróleo no mercado internacional.
Com o diesel acumulando fortes altas nas últimas semanas, governos estaduais e federal buscam mecanismos emergenciais para estabilizar os preços e evitar novos aumentos que afetem diretamente o custo de vida da população.
Ao assumir parte do subsídio e intensificar a fiscalização, o governo baiano tenta atuar de forma imediata para reduzir os efeitos da crise sobre consumidores e trabalhadores, em especial os mais vulneráveis.
A estratégia combina ação econômica, regulação de mercado e discurso político voltado à proteção social, em linha com a orientação do governo federal diante da atual conjuntura internacional.


