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Secretário do PT provoca ACM Neto: "Não tem o talento do avô"

Éden Valadares critica trajetória partidária de ACM Neto e afirma que ele está longe da liderança exercida por Antônio Carlos Magalhães

Éden Valadares (Foto: Divulgação)

247 - O secretário de Comunicação Nacional do PT, Éden Valadares, fez duras críticas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, em meio às especulações sobre uma possível saída do União Brasil, partido que ajudou a fundar, para se filiar ao PSD. Ao comentar o tema, Éden afirmou que ACM Neto tem contribuído para apagar o legado político deixado por seu avô, o ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, e ironizou a sucessiva extinção de siglas ligadas à família. 

Durante entrevista à Rádio Antena 1, Éden Valadares afirmou que o ex-prefeito, derrotado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2022, repete um padrão de abandonar e extinguir partidos que surgiram a partir do legado do avô. Segundo ele, ACM Neto estaria prestes a repetir esse movimento mais uma vez, caso confirme a mudança de legenda.

“Seria a terceira ou quarta vez que ele mata o partido do avô dele, porque ele já matou o PFL, já matou o DEM, parece que ele tem tara de todo ano estar matando a memória e o partido que o avô dele deixou para ele. Na verdade, ele herdou, ele acha que a política é herança, ele herdou o partido do avô, o PFL, que a gente chamava aqui na Bahia de Partido da Fome Lascada, aí com um ou dois anos matou partido do avô e criou outro, que chamou de DEM, aí depois foi lá e matou também o chamado Democratas e criou a União Brasil, que já está falando em matar de novo”, declarou.

Apesar do tom crítico, o secretário nacional do PT afirmou que mantém uma postura de respeito em relação ao ex-prefeito de Salvador e ressaltou que não costuma subestimar adversários políticos. Ainda assim, reforçou a avaliação de que ACM Neto não alcançou o mesmo nível de liderança do avô. “Eu respeito muito ACM Neto enquanto adversário, eu não gosto de subestimar adversário, mas ele não está nem um pouco perto de ter o brilhantismo político e a liderança política que o avô dele tinha”, concluiu Éden Valadares.

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