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Castro nomeia novos gerentes para o Rioprevidência em meio a investigação sobre investimentos do órgão no Banco Master

Mudanças ocorrem após prisão do ex-presidente do fundo e apurações da Polícia Federal

Rio de Janeiro (RJ), 23/01/2026 - Fachada de agência do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nomeou nesta segunda-feira (2) dois novos gerentes para o Rioprevidência, fundo responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. Para a Gerência de Controle Interno e Auditoria foi designada Andreza da Silva Almeida, servidora concursada que já atuava com auditorias na autarquia. Já a Gerência de Administração ficará sob responsabilidade de Luiz Henrique Ampuero, ex-diretor da Defensoria Pública. As informações são do jornal O Globo.

As mudanças ocorrem em meio a investigações que atingem o órgão desde o ano passado. O Rioprevidência é alvo de apurações sobre possíveis irregularidades em aplicações financeiras realizadas no Banco Master e em fundos administrados ou geridos pelo conglomerado ligado a Daniel Vorcaro. Em janeiro, o então presidente do fundo, Deivis Marcron Antunes, foi preso pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que investiga a existência de corrupção na autarquia estadual.

Crise no Banco Master

O Banco Master passou a enfrentar uma crise financeira e jurídica após o avanço de investigações e questionamentos sobre sua atuação. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso, e o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, criação de carteiras de crédito falsas, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

O caso ganhou repercussão no Rio de Janeiro porque o Rioprevidência investiu cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, mesmo após alertas técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) sobre os riscos envolvidos. De acordo com o órgão, os aportes começaram antes da conclusão formal do processo de habilitação do banco junto ao fundo.

Entre outubro de 2023 e agosto de 2024, foram realizadas nove operações financeiras. Técnicos do tribunal apontaram "atropelo" nos procedimentos e registraram que parte das aplicações ocorreu quando a crise da instituição já era amplamente conhecida.

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