Central de criptomoedas ligada ao PCC é descoberta em SP
Polícia Militar encontrou central de criptomoedas em imóvel na zona sul de São Paulo, com suspeita de uso pelo PCC para lavar dinheiro
247 - Uma central clandestina de criptomoedas foi descoberta na noite de sexta-feira (26), na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o espaço é suspeito de ter sido utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para minerar ativos digitais e lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, segundo o Metrópoles.
A estrutura foi localizada durante patrulhamento na comunidade Archipenko, quando policiais da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), do 16º Batalhão da PM, perceberam grandes tubulações saindo da parte externa de um imóvel na Rua Campo Novo do Sul. Ninguém foi preso.
O proprietário do imóvel autorizou a entrada dos policiais e indicou o local onde ficavam as tubulações. No piso superior da residência, os agentes encontraram 13 máquinas de mineração de criptomoedas instaladas em uma estrutura adaptada, com sistema de ventilação, tubulações e energia elétrica obtida por meio de ligação clandestina, conhecida como “gato”.
À polícia, o dono da casa afirmou que alugava o espaço para outras pessoas, que seriam as responsáveis pela operação da central clandestina. Ele foi levado ao 89º Distrito Policial, onde prestou depoimento e foi liberado, conforme informações divulgadas pela PM.
A suspeita dos investigadores é que estruturas desse tipo possam ser usadas pelo crime organizado para movimentar e ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas, crimes patrimoniais e outras atividades ilícitas. A mineração de criptomoedas exige alto consumo de energia elétrica, o que torna as ligações clandestinas um elemento recorrente nesse tipo de operação ilegal.
Estimativas da Polícia Militar indicam que o prejuízo associado à apreensão pode ser milionário. Somados, os equipamentos encontrados no imóvel teriam valor entre R$ 650 mil e R$ 1,9 milhão.
Fontes ligadas ao caso relataram que centrais clandestinas de mineração de criptomoedas vêm sendo encontradas com maior frequência em comunidades onde há presença do PCC. Segundo a polícia, a facção estaria recorrendo a essas estruturas para tentar lavar dinheiro obtido com o tráfico de drogas e outros crimes.
O caso ocorre cerca de um mês depois de outra operação semelhante. Em maio, a PM desarticulou uma “mineradora de bitcoins” na comunidade de Paraisópolis, também na zona sul da capital paulista. Na ocasião, a polícia informou que cada máquina apreendida custava cerca de R$ 18 mil.
Ainda segundo a PM, grupos criminosos que operam esse tipo de estrutura costumam utilizar energia furtada. Dependendo da bandeira tarifária em vigor, o consumo clandestino pode representar cerca de R$ 10 mil por mês em energia elétrica desviada.



