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Copasa negocia renovação de contratos antes da privatização em Minas Gerais

Companhia negocia com 636 municípios mineiros e prioriza contratos estratégicos para fortalecer processo de desestatização

Estação de Tratamento de Água administrada pela Copasa (Foto: Divulgação/Copasa.)

247 - A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) intensificou as negociações para renovar contratos com os 636 municípios onde atua em Minas Gerais, em meio ao avanço de seu processo de privatização. A informação foi apresentada pela diretora-presidente da empresa, Marília Carvalho de Melo, na quinta-feira (26), durante teleconferência de resultados do quarto trimestre.

No fim de janeiro, a companhia já havia detalhado a estrutura de seu plano de desestatização, considerado um dos principais eixos da estratégia corporativa.

De acordo com Marília Carvalho de Melo, a empresa adota um modelo padronizado de contrato para a maior parte das cidades atendidas, com exceção de Belo Horizonte, que possui especificidades. No caso da capital mineira, os termos técnicos e comerciais da renovação da concessão já foram acordados entre as partes e o processo tramita nas instâncias jurídicas municipais, restando apenas formalidades previstas no cronograma.

Em paralelo ao processo de privatização, a Copasa mapeou 80 municípios considerados estratégicos. Segundo a presidente, a empresa pode aproveitar o momento para ampliar sua atuação em parte dessas localidades, passando a oferecer serviços de esgotamento sanitário onde atualmente realiza apenas o abastecimento de água.

O diretor financeiro, Adriano Rudek de Moura, afirmou que o plano de investimentos de R$ 21 bilhões até 2030 viabiliza o cumprimento das metas de universalização estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. Conforme explicou, os aportes serão administrados anualmente para assegurar que o reconhecimento na base regulatória seja superior à depreciação dos ativos.

Antes da conclusão da privatização, a companhia busca reduzir custos administrativos relacionados ao quadro de pessoal e elevar a produtividade por meio de automação. Não estão previstas demissões em massa.

A desestatização, segundo Marília Carvalho de Melo, é um dos pilares da estratégia da Copasa. A executiva destacou que a prioridade é garantir a “execução impecável” do cronograma da privatização, alinhando as etapas contratuais e operacionais ao planejamento estabelecido.

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