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Deolane tinha plano para lavar dinheiro do PCC em Dubai, indicam investigações

Apurações apontaram movimentação de R$ 27 milhões e tentativa de enviar recursos aos Emirados Árabes Unidos

Deolane Bezerra (Foto: Reprodução (Redes Sociais))
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247 - A influenciadora Deolane Bezerra virou ré em uma ação penal que apura suposto plano de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) com movimentação de R$ 27 milhões e tentativa de envio de recursos a Dubai, segundo denúncia aceita pela Justiça de São Paulo. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (18) pelo Portal G1.

Relatórios de inteligência financeira citados na decisão judicial apontam que a influenciadora teria movimentado cerca de R$ 27 milhões em contas bancárias, em operações que, segundo a investigação, apresentam características associadas à lavagem de dinheiro, como pulverização de depósitos, uso de laranjas e inconsistências em declarações fiscais.

A denúncia do Ministério Público afirma que Deolane teria recebido repasses de uma transportadora de cargas controlada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, no interior paulista. Ainda segundo a investigação, os pagamentos teriam sido coordenados por Everton de Sousa, conhecido como “Player” ou “Temer”, apontado como operador financeiro de Alejandro Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola.

A investigação também menciona áudios enviados por Deolane a uma diarista. Para os investigadores, as mensagens indicariam que parte dos valores atribuídos ao PCC teria sido armazenada em imóveis ligados à influenciadora e aos filhos dela.

Bens de luxo foram sequestrados pela Justiça

A Justiça determinou o sequestro de bens de alto valor atribuídos à investigada, incluindo veículos de luxo registrados em seu nome ou em empresas vinculadas a ela. Entre os carros listados na decisão estão uma Lamborghini Huracán, uma Mercedes-Benz AMG G63 e uma Cadillac Escalade.

A decisão foi tomada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau. Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, a Justiça transforma a pessoa denunciada em ré e dá início à ação penal. Essa etapa, porém, não representa condenação.

Com a abertura do processo, o caso segue para a fase de produção de provas e apresentação da defesa. Somente ao fim da tramitação caberá à Justiça decidir se os acusados são culpados ou inocentes.

Deolane está presa preventivamente

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 em Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Além dela e de Marcola, também se tornaram réus Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa.

Em nota conjunta, os advogados Aury Lopes Júnior, Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes defenderam a inocência da influenciadora e afirmaram que vão utilizar “todos os meios de prova necessários ao esclarecimento do caso, afastando qualquer alegação de ilicitude ou conduta criminosa”.

A defesa também declarou que Deolane não tem “qualquer vínculo com o crime organizado” e que seus rendimentos possuem origem lícita e regularmente declarada.

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