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Elias Jabbour e Dani Balbi defendem soberania e desenvolvimento em debate no Bip Bip

A atividade foi organizada pelo Sindicato Nacional dos Compositores Musicais, em parceria com o Coletivo Casa com a Música e o Bar Bip Bip

Elias Jabbour e Dani Balbi (Foto: Sara Soares)

247 - O tradicional Bar Bip Bip, em Copacabana, voltou a reunir cultura e política na noite desta sexta-feira (6), ao sediar uma conversa pública sobre os rumos do Brasil contemporâneo. O encontro contou com a participação da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) e do economista e professor Elias Jabbour, diante de um público que lotou o espaço conhecido historicamente como reduto de resistência democrática.

Ao longo do debate, temas como soberania nacional, desenvolvimento econômico e o papel do Estado no planejamento de longo prazo estiveram no centro da conversa. Elias Jabbour chamou atenção para os limites de um país que abre mão de sua capacidade de decidir o próprio futuro. “Sem planejamento, sem indústria e sem investimento consistente em ciência e tecnologia, o Brasil fica condenado a repetir ciclos de dependência e desigualdade”, afirmou.

Dani Balbi reforçou a importância de levar o debate político para espaços populares e culturais. “A política precisa estar onde o povo está. Discutir projeto de país num bar, numa roda de samba, é afirmar que pensar o futuro do Brasil não é privilégio de gabinetes ou universidades”, destacou a parlamentar.

Em outro momento da conversa, Jabbour aprofundou a reflexão sobre a centralidade do Estado no processo de reconstrução nacional. “Não existe desenvolvimento sustentável sem um Estado forte, com capacidade real de planejamento e coordenação. É o Estado que induz investimentos estratégicos, organiza o sistema produtivo e protege os interesses nacionais diante de um cenário internacional cada vez mais competitivo. Abrir mão disso é aceitar a perda de soberania e limitar qualquer perspectiva de futuro para o país”, afirmou.

Para Dani Balbi, a troca direta com o público foi um dos pontos altos da noite. “Quando a gente cria espaços de escuta e diálogo franco, a política deixa de ser abstrata e passa a fazer sentido na vida real das pessoas”, completou.

A atividade foi organizada pelo Sindicato Nacional dos Compositores Musicais, em parceria com o Coletivo Casa com a Música e o Bar Bip Bip.

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