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Especialista aponta possível fator que culminou em explosão de turbina em voo que partiu de Guarulhos

O voo DL104, operado por um Airbus A330-323, tinha como destino a cidade de Atlanta

Turbina de avião explode após decolagem em Guarulhos (Foto: Canal Aviação Guarulhos)

247 - Um avião da Delta Air Lines apresentou um incêndio em um dos motores durante a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, na noite de domingo (29). Após a explosão, a aeronave — que seguia para Atlanta — precisou retornar ao terminal de origem, onde realizou um pouso de emergência. As informações são da CNN Brasil.

O caso passou a ser investigado pelo Cenipa, órgão vinculado à Força Aérea Brasileira, que iniciou os trabalhos ainda na segunda-feira (30) para apurar as causas do incidente.

De acordo com o especialista em gerenciamento de risco Gerardo Portela, uma das hipóteses mais recorrentes em situações como essa é a ingestão de objetos estranhos pelo motor da aeronave. “Esse tipo de acidente acontece, em grande parte, por ingestão de objetos estranhos, que podem ser pássaros, drones, balões ou até peças na pista. Às vezes, aeronaves ou veículos de apoio deixam cair objetos, como um parafuso, que pode ser lançado para dentro da turbina durante a decolagem e provocar esse tipo de ocorrência”, explicou

.Apesar da possibilidade, o especialista destaca que é necessário aguardar a conclusão da investigação para identificar a causa exata. “Outra possibilidade é uma falha no motor, como o desprendimento de uma palheta ou outro problema mecânico, que pode ter provocado o incidente”, acrescentou.

Segundo a companhia aérea, o voo DL104 era operado por um Airbus A330-323. A decolagem ocorreu às 22h49, e a aeronave retornou ao aeroporto pouco tempo depois, sendo atendida pela equipe de Resgate e Combate a Incêndios de Aeronaves (ARFF).Tanto a Defesa Civil quanto a administração do aeroporto informaram que não houve registro de feridos entre passageiros e tripulantes.

O especialista também comentou sobre o preparo da tripulação para lidar com situações de emergência. “O treinamento segue uma filosofia de hierarquia rígida, primeiro, cuidar do voo, depois da navegação e por fim, da comunicação”, afirmou.A investigação segue em andamento e deve apontar, com base em análises técnicas, os fatores que levaram à explosão no motor durante a decolagem.

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