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Evento de apoio do PP a Tarcísio deve ser adiado após Ciro Nogueira ser alvo de operação da Polícia Federal

Evento seria realizado na zona oeste da capital paulista na próxima segunda-feira

Ciro Nogueira (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

247 - O Progressistas (PP) deve adiar o evento que oficializaria o apoio público do partido à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A cerimônia estava prevista para ocorrer na próxima segunda-feira (11), na capital paulista.

Segundo integrantes do PP ouvidos pelo G1, a decisão teria sido tomada após uma conversa realizada nesta quinta-feira (7) entre Tarcísio e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao escândalo do Banco Master. A assessoria do governador, porém, negou que tenha ocorrido contato entre os dois.

Interlocutores afirmam que o governador pretende utilizar sua participação na posse do ministro Kassio Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para terça-feira (12), como justificativa para o adiamento do encontro político.

O evento de apoio à candidatura de Tarcísio aconteceria no espaço Vila JK, na zona oeste da capital paulista, às 19h. Apesar do adiamento, dirigentes do PP reforçam que o apoio à candidatura de Tarcísio permanece mantido.

Investigação da PF atinge Ciro Nogueira

O senador Ciro Nogueira foi alvo de uma operação da PF nesta quinta-feira. De acordo com os investigadores, o parlamentar seria o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro. A investigação aponta como exemplo da relação entre Vorcaro e o senador uma emenda apresentada por Ciro Nogueira à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Autonomia Financeira do Banco Central.

Ainda de acordo com os investigadores, há indícios de recebimento frequente de vantagens financeiras, incluindo pagamentos mensais, aquisição de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. A Polícia Federal também cita suspeitas de movimentações em dinheiro em espécie.

Em nota, a defesa do senador afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

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