Freixo elogia Lula por investimentos em favelas e adesão do Rio ao Propag
Pré-candidato a deputado federal pelo PT afirma que recursos federais para Maré, Rocinha e Guaratiba mostram “o Estado presente garantindo direitos”
247 – O ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo, que é pré-candidato a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, elogiou nesta segunda-feira (22) o presidente Lula pelo anúncio de R$ 702,9 milhões em recursos federais para obras de urbanização de favelas no estado e pela adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag.
Em publicação nas redes sociais, Freixo afirmou que os investimentos federais contemplam a Maré, a Rocinha e a construção do Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Para ele, a iniciativa simboliza uma mudança de postura do poder público em relação aos territórios populares.
“Governo que sobe a favela para construir. O Rio que eu defendo é esse: com o Estado presente garantindo direitos”, escreveu.
A postagem foi feita no contexto da agenda de Lula no Rio de Janeiro, marcada por anúncios de investimentos do governo federal em infraestrutura urbana e pela assinatura da entrada do estado no Propag, programa que renegocia dívidas estaduais com a União e abre espaço fiscal para novos investimentos.
Segundo Freixo, o acordo de renegociação “zera os juros” e garante uma economia expressiva para as contas públicas fluminenses ainda em 2026. “Lula também assinou a entrada do Rio de Janeiro no Propag, programa de renegociação de dívidas dos estados com a União. O acordo zera os juros e dá condições que garantem um uma economia de R$ 3,1 bilhões nas contas do estado até dezembro”, afirmou.
Urbanização de favelas e presença do Estado
A fala de Freixo reforça uma agenda historicamente associada à defesa da presença do poder público nas periferias, com investimentos em infraestrutura, direitos sociais e integração urbana. Ao destacar Maré, Rocinha e Guaratiba, o pré-candidato petista buscou associar a atuação do governo Lula a uma política de reconstrução territorial em áreas marcadas por desigualdades estruturais.
“Hoje o presidente @LulaOficial anuncia R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas, com investimentos na Maré e na Rocinha, além da construção do Jardim Maravilha, em Guaratiba”, escreveu Freixo.
A menção ao Jardim Maravilha também dialoga com a agenda de obras de macrodrenagem em Guaratiba, anunciada com recursos federais. A intervenção é considerada estratégica para uma região historicamente afetada por alagamentos, precariedade urbana e ausência de infraestrutura adequada.
Ao afirmar que o governo “sobe a favela para construir”, Freixo contrapõe a lógica da presença estatal baseada exclusivamente na repressão à ideia de um Estado voltado à garantia de direitos. A frase sintetiza o eixo político da postagem: segurança e cidadania dependem também de obras, saneamento, urbanização, moradia e acesso a serviços públicos.
Propag amplia fôlego financeiro do Rio
Além dos investimentos nas favelas, Freixo destacou a adesão do Rio de Janeiro ao Propag como medida decisiva para aliviar as contas do estado. O programa foi anunciado pelo governo federal como uma solução para renegociar dívidas estaduais com a União, reduzir encargos e permitir que os estados retomem capacidade de investimento.
Na cerimônia de assinatura, Lula afirmou que o acordo corrige uma distorção histórica: a União não recebia a dívida e os estados, pressionados pelas parcelas, ficavam impedidos de investir. “Acabou uma mentira que tinha nesse país. Os estados tinham uma dívida com o governo federal, o governo não recebia essa dívida e os estados não podiam fazer investimento. Nem a União era beneficiada, nem os estados”, declarou o presidente.
Lula classificou a renegociação como um “acordo civilizatório” entre entes federativos. “Era uma dívida que a gente não recebia e que os estados também não podiam pagar. Resolvemos fazer alguma coisa que pudesse permitir um acordo civilizatório entre dois entes federados”, afirmou.
Segundo o presidente, a adesão ao Propag permitirá reduzir o pagamento mensal da dívida do Rio de Janeiro de R$ 1,3 bilhão para R$ 110 milhões. A medida, afirmou Lula, deve liberar recursos para políticas públicas, especialmente em áreas sociais.
Economia para investir em direitos
Freixo afirmou que o acordo garante uma economia de R$ 3,1 bilhões nas contas do estado até dezembro. A avaliação reforça a dimensão política da renegociação: além de reorganizar o passivo financeiro do Rio com a União, o Propag pode ampliar a capacidade do governo estadual de investir em áreas essenciais.
Para Lula, a economia gerada pela renegociação deve ser aplicada prioritariamente em saúde e educação. “Vai sobrar mais dinheiro para o governo administrar o Rio de Janeiro, e uma parte desse dinheiro tem que ser alocada em políticas sociais, de preferência em duas áreas cruciais: saúde e educação”, afirmou o presidente.
A defesa de Freixo vai na mesma direção. Ao associar urbanização de favelas, obras em territórios populares e renegociação da dívida, o pré-candidato petista apresenta a parceria com o governo federal como caminho para reconstruir políticas públicas no estado.
“Obrigado, presidente”, escreveu Freixo.
Disputa de projetos para o Rio
A manifestação de Freixo ocorre em um momento de reorganização política no Rio de Janeiro, em que diferentes lideranças buscam se posicionar diante dos anúncios do governo federal. A agenda de Lula no estado fortalece o discurso de que a cooperação entre União, estado e municípios pode destravar investimentos e enfrentar problemas históricos da população fluminense.
No caso de Freixo, a postagem também funciona como sinalização programática para sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo PT. Ao defender “o Estado presente garantindo direitos”, ele se alinha a uma visão de desenvolvimento urbano voltada à redução das desigualdades e à inclusão das favelas nas prioridades do orçamento público.
A combinação entre R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização e a adesão ao Propag coloca o Rio no centro de uma agenda que une infraestrutura, justiça social e recuperação fiscal. Para Freixo, esse é o caminho para um novo projeto de estado: presença pública nos territórios populares, investimentos em comunidades e cooperação federativa para reconstruir a capacidade de governar.



