HOME > Sudeste

Governo de SP lança 1,8 mil moradias para policiais pelo Moradia Segura

Programa habitacional oferece apartamentos e crédito de até R$ 250 mil para agentes de segurança com renda de até dez salários mínimos

Policiais militares de São Paulo (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)

247 - O Governo de São Paulo anunciou a liberação das primeiras 1,85 mil unidades habitacionais do programa Moradia Segura, iniciativa voltada a facilitar o acesso à casa própria para agentes das forças de segurança pública. A medida contempla policiais civis, militares, técnico-científicos e penais, com subsídios e condições especiais de financiamento. O anúncio foi feito durante o evento São Paulo Mais Seguro, que reuniu ações e investimentos voltados ao setor. 

A nova etapa do programa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), começa a ser operacionalizada a partir desta quarta-feira (25), quando os servidores previamente cadastrados deverão confirmar interesse na participação. O prazo para manifestação vai até 10 de abril, às 18h, por meio das plataformas oficiais das secretarias envolvidas.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a atual fase representa o início da distribuição das unidades e dos créditos habitacionais. “Nós temos 39 mil inscritos e estamos liberando aqui as primeiras 1.850 unidades. São 1.250 apartamentos mais 600 cartas de crédito. Com esse chamamento, vamos verificar o que cada um quer, onde cada um quer morar e verificar o atendimento de determinados requisitos para darmos início à distribuição das cartas e das unidades habitacionais”, afirmou.

O programa prevê a concessão de 600 cartas de crédito no valor de até R$ 250 mil, com financiamento em até 360 meses. O valor financiado não poderá ultrapassar R$ 350 mil, respeitando a avaliação do imóvel escolhido pelo beneficiário. Além disso, serão ofertadas 1,25 mil unidades habitacionais construídas pela CDHU em diversas regiões do estado.

As moradias serão distribuídas de forma proporcional entre as diferentes carreiras da segurança pública, com base no número de inscritos. Ao todo, 39.152 famílias se cadastraram, sendo a maioria da Polícia Militar (29.177), seguida pela Polícia Penal (6.902), Polícia Civil (2.841) e Polícia Técnico-Científica (232).

Na capital paulista, estão previstas 350 unidades, distribuídas entre as regiões Central (22), Leste (108), Norte (180) e Sul (40). No interior, serão 900 moradias em 67 municípios, abrangendo regiões como Campinas, Bauru, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. A expectativa do governo estadual é que a maior parte das obras seja concluída até o segundo semestre de 2027.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, destacou o impacto da iniciativa e apontou que o programa corrige uma defasagem histórica na destinação de moradias para policiais. “Disponibilizamos mais de 1,8 mil imóveis, ou seja, quase 40% do que foi feito em toda a história da CDHU. Até então, 4% das unidades feitas pela CDHU eram destinadas a policiais, o que, ao longo de 25 anos, resultou em 4,7 mil imóveis. Esse número, considerando os 40 anos de existência da Companhia, torna-se ainda menos representativo”, explicou.

Ele também ressaltou a importância de garantir melhores condições de vida para os profissionais da segurança pública. “Nós temos que ajudar os policiais a terem uma condição digna de moradia, com salubridade, tranquilidade e segurança em suas vidas, porque são as pessoas que protegem a todos nós”, concluiu.

Criado em setembro de 2024, o programa Moradia Segura estabelece critérios específicos para participação, como não possuir imóvel próprio, não ter financiamento habitacional ativo e não ter sido beneficiado anteriormente por programas definitivos. As condições de pagamento incluem juros zero para famílias com renda de até cinco salários mínimos e taxa de 4% ao ano para rendas entre cinco e dez salários mínimos, com possibilidade de comprometimento de até 30% da renda familiar.

Os recursos para execução do programa são provenientes do orçamento estadual, com possibilidade de complementação pelo Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social. Além das unidades exclusivas do programa, os policiais continuam contemplados nas regras gerais da CDHU, que reserva 4% das moradias de cada empreendimento para esses profissionais.

Artigos Relacionados