HOME > Sudeste

Haddad defende manutenção da chapa Lula-Alckmin em 2026

Pré-candidato a governador se diz “entusiasta” da chapa formada pelo presidente Lula e pelo vice Alckmin

Lula, Haddad e Alckmin participam de cerimônia no Palácio do Planalto 13/08/2025 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que a disputa eleitoral de 2026 deve repetir, em grande medida, a dinâmica observada em 2022, ao defender a continuidade da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). Em sua primeira aparição pública após deixar o cargo, Haddad também fez críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao questionar sua relação com o estado.

As declarações foram feitas nesta sexta-feira (20), durante entrevista coletiva em um hotel na região central da capital paulista. Agora pré-candidato ao Governo de São Paulo, Haddad afirmou que pretende iniciar de imediato a elaboração de um plano de governo e destacou a importância de apresentar propostas consistentes. “Eu tenho obsessão com o plano. Não gosto de assumir nenhuma função sem apresentar um plano consistente para o estado”, disse.

Haddad também demonstrou entusiasmo com a permanência da aliança entre Lula e Alckmin na corrida presidencial. “Eu sou a pessoa mais entusiasta do fato de que os dois compõem uma chapa muito importante para o Brasil”, afirmou. Ele acrescentou que pretende ouvir Alckmin sobre o cenário político paulista e as melhores estratégias para a eleição.

Ao comparar o próximo pleito com o de 2022, Haddad indicou que a estrutura da campanha deve ser semelhante, ainda que com diferenças operacionais. “Nós vamos fazer uma campanha parecida com 2022 aqui em São Paulo. Se Lula foi o candidato a presidente, eu fui candidato a governador. E nós nos entendemos muito bem”, declarou. Segundo ele, a campanha presidencial tende a ficar mais concentrada em Brasília, em razão das demandas do atual mandato.

Haddad também rejeitou a ideia de que estaria assumindo a candidatura ao governo paulista como um sacrifício político. “Uma pessoa que fez a campanha de 2016, a campanha de 2018, a campanha de 2022, você vai colocar em dúvida a disposição de luta dessa pessoa?”, questionou.

O ex-ministro aproveitou ainda para criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), destacando sua origem fora do estado. Haddad reagiu a declarações de aliados do governador sobre a possível candidatura de Simone Tebet (MDB) ao Senado. “Outro dia eu vi alguém do Tarcísio falar ‘como é que vocês vão votar em uma senadora forasteira’, se referindo a Simone Tebet. Ela tem muito mais raízes em São Paulo, infinitamente, do que o Tarcísio”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Tem duas filhas que moram há anos em São Paulo, vem toda semana”.

No cenário político, o presidente Lula confirmou que Simone Tebet, atual ministra do Planejamento, deverá transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo com o objetivo de disputar o Senado em 2026. Filiada ao MDB, a ministra surge como um nome relevante no estado, mesmo com seu partido integrando a base de apoio ao governo paulista.

Artigos Relacionados