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Igreja da Lagoinha diz que afastou Zettel e nega ligação com Vorcaro

Denominação sustenta que não possui qualquer vínculo institucional com investigações ligadas ao Banco Master

Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

247 - A Igreja Batista da Lagoinha divulgou esclarecimentos sobre o pastor Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, afirmando que ele foi afastado do 'pastoreio' da unidade Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, ainda em novembro de 2025. Segundo a instituição informou a Míriam Leitão, do jornal O Globo, a decisão ocorreu logo após surgirem as primeiras informações públicas relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master, investigação que levou à prisão de Zettel na época.

Em nota, a instituição religiosa afirma que o pastor deixou qualquer atividade ligada à igreja no momento em que surgiram as primeiras notícias envolvendo seu nome. "A Igreja Batista da Lagoinha esclarece informações apresentadas na coluna publicada em O Globo no dia 9 de março de 2026, intitulada 'Igreja evangélica ‘Lagoinha’ aparece em um dos lados mais obscuros das investigações sobre Vorcaro'. Em primeiro lugar, é importante esclarecer que Fabiano Zettel foi afastado do pastoreio da Lagoinha Belvedere ainda em novembro de 2025, tão logo as primeiras informações públicas relacionadas ao caso começaram a surgir. Desde então, ele não exerce qualquer função pastoral ou institucional na Lagoinha".

A igreja também afirmou que Zettel exercia um papel voluntário na congregação e que sua atuação na instituição foi relativamente recente. "Cabe também contextualizar que Fabiano Zettel passou a integrar a Lagoinha como pastor voluntário há menos de dois anos, após ter atuado anteriormente como pastor em outra denominação. Sua atuação esteve restrita à unidade localizada no bairro Belvedere, em Belo Horizonte".

Investigação menciona grupo ligado a Vorcaro

Na semana passada, Zettel voltou a ser preso após investigações indicarem a existência de um grupo supostamente liderado por Daniel Vorcaro para agir contra adversários. Segundo as apurações, além do cunhado do empresário, fariam parte do grupo Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Diante das menções à igreja nas investigações e reportagens, a instituição afirmou não ter qualquer ligação com os fatos investigados. "A Igreja Batista da Lagoinha não é parte de qualquer investigação relacionada ao caso citado na reportagem, nem possui qualquer vínculo com as atividades mencionadas".

Igreja contesta associações

A nota também aborda a menção a uma viagem realizada em avião de Vorcaro durante a campanha eleitoral de 2022, que teria contado com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do pastor Guilherme Batista. Segundo a igreja, nenhum dos citados integra a denominação. "A referência a uma viagem ao Nordeste realizada por terceiros em aeronave pertencente ao empresário citado não se trata de uma agenda da Igreja Lagoinha, tampouco envolveu representantes da denominação. Nem o pastor mencionado na reportagem, nem o deputado citado são membros da Lagoinha".

A instituição afirmou ainda que considera falsa a associação da viagem com atividades da igreja e declarou que adotará medidas judiciais. "Importa ainda esclarecer que a alegação de que essa viagem teria relação com a instituição é falsa e já foi objeto de reportagem considerada caluniosa, razão pela qual medidas judiciais estão sendo adotadas para a devida responsabilização e correção das informações".

Relação pessoal com André Valadão

Outro ponto mencionado na nota diz respeito à amizade entre o pastor André Valadão, um dos líderes mais conhecidos da Lagoinha, e Daniel Vorcaro. A igreja afirmou que a relação é de caráter pessoal. "Em relação à menção ao pastor André Valadão, é importante esclarecer que relações pessoais entre famílias que convivem há décadas em Belo Horizonte não configuram, por si só, qualquer irregularidade ou vínculo institucional com os fatos investigados".

Igreja afirma não ser alvo das investigações

A denominação também reforçou que não há qualquer acusação formal ou investigação direcionada à instituição no caso do Banco Master. "A Igreja Batista da Lagoinha é uma comunidade religiosa presente em diversas cidades do Brasil e do mundo, composta por milhares de membros e líderes. Como toda instituição desse porte, não pode ser associada a eventuais condutas individuais ou relações pessoais que não dizem respeito à sua atuação institucional".

A nota conclui reafirmando que a igreja não está envolvida nas apurações e se coloca à disposição das autoridades. "Reforçamos que não há qualquer investigação, acusação formal ou elemento apresentado pelas autoridades que relacione a Igreja Batista da Lagoinha às investigações envolvendo o Banco Master. A Igreja Batista da Lagoinha permanece à disposição das autoridades competentes para qualquer esclarecimento que se faça necessário".

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