HOME > Sudeste

Indefinição do palanque em Minas preocupa aliados de Pacheco

Destino de Pacheco segue indefinido, enquanto janela partidária se aproxima do fim

Indefinição do palanque em Minas preocupa aliados de Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - Aliados do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) demonstram preocupação com a indefinição sobre o partido pelo qual ele disputará o governo de Minas Gerais nas próximas eleições. O cenário de incerteza ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convencê-lo a entrar na corrida eleitoral, mas sem que, até o momento, haja uma solução clara para o impasse partidário, relata a Folha de São Paulo.

O senador permanece em compasso de espera enquanto negociações avançam nos bastidores. A situação tem gerado apreensão entre aliados, principalmente porque a janela partidária — período em que parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato — se encerra em pouco mais de 20 dias. No PSD, atual partido de Pacheco, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, também deve disputar o governo estadual, o que dificulta a permanência do senador na sigla.

Nos bastidores, Lula e Pacheco têm mantido conversas frequentes para tentar destravar o cenário político. Os dois se reuniram reservadamente nos últimos dias para tratar da estratégia eleitoral em Minas Gerais, estado considerado estratégico para a disputa presidencial.

Apesar das tratativas, aliados avaliam que a definição ainda não avançou como esperado. De acordo com interlocutores, a sucessão de crises enfrentadas pelo governo federal nos últimos meses teria dificultado o avanço das negociações para a montagem do palanque estadual.

Enquanto o impasse persiste, integrantes do grupo político de Pacheco avaliam que o campo bolsonarista tem ocupado espaço sozinho no estado. Um aliado do senador, ouvido sob reserva, afirmou que o presidente Lula poderia estar mais envolvido nas articulações diante da relevância de Minas Gerais no cenário eleitoral nacional.

Há cerca de um mês, Lula convenceu Pacheco a disputar o governo mineiro e, segundo relatos de aliados, teria garantido que se dedicaria pessoalmente a resolver a situação partidária do senador. Desde então, no entanto, o quadro permanece sem mudanças concretas.

Entre as alternativas em discussão está a filiação ao União Brasil ou ao MDB. Interlocutores de Pacheco avaliam que, neste momento, o União Brasil aparece como a opção mais viável. Para que a mudança se concretize, no entanto, o senador busca garantias de que a legenda adotará posição de neutralidade na eleição presidencial.

A definição depende da direção nacional do partido e pode avançar após uma eventual conversa entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que exerce influência dentro da sigla. Até lá, aliados de Pacheco seguem atentos ao calendário eleitoral e pressionam por uma decisão rápida diante do prazo cada vez mais curto da janela partidária.

Artigos Relacionados