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Justiça rejeita prisão de donos de academia após morte de aluna

O Judiciário optou por aplicar medidas cautelares aos investigados

Piscina em academia na zona leste de SP (Foto: Reprodução (Vídeo/Uol))

247 - A Justiça de São Paulo decidiu nesta sexta-feira (13) rejeitar o pedido de prisão temporária dos três sócios da academia C4 Gym, localizada na Zona Leste da capital paulista, onde uma aluna morreu após participar de uma aula de natação no último fim de semana. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que indiciou os responsáveis por homicídio com dolo eventual. Os relatos foram publicados no Portal G1

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que havia solicitado a prisão, o Judiciário optou por aplicar medidas cautelares aos investigados. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com testemunhas e a restrição de acesso às imediações da academia.

A decisão foi tomada em meio à apuração sobre uma possível intoxicação causada por substâncias químicas presentes na água da piscina. Pelo menos seis pessoas teriam sido intoxicadas, e uma delas morreu. A perícia na água foi realizada, e produtos químicos foram apreendidos para análise.

A perícia no local foi requisitada oficialmente, como parte das diligências que buscam esclarecer as circunstâncias do ocorrido e eventuais responsabilidades. Ainda de acordo com a decisão judicial, não foram identificados elementos concretos nos autos que comprovassem que os sócios estariam intimidando ou constrangendo testemunhas ligadas ao caso.

A Polícia Civil mantém os três sócios como investigados e formalizou o indiciamento por homicídio com dolo eventual, modalidade em que se considera que houve assunção do risco de provocar a morte.

Em nota divulgada à imprensa, os advogados Rafael Serra Oliveira e Caio Rimkus, que representam os sócios da C4 Gym, afirmaram que os clientes irão cumprir as determinações judiciais. “Cumprirão fielmente todas as cautelares alternativas impostas pela Justiça”, disseram.

A defesa também declarou que os investigados permanecerão colaborando com as autoridades. “Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, em qualquer momento, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais”, informou.

O caso continua sendo apurado, enquanto perícias e depoimentos devem contribuir para a conclusão do inquérito.

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