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MDB se aproxima de Tarcísio em SP e pressiona planos de Lula no estado

Possível indicação de vice pelo MDB na reeleição do governador altera cenário paulista, afeta futuro de Simone Tebet e impõe novos desafios ao PT para 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - A movimentação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para aproximar o MDB de sua possível chapa de reeleição em São Paulo provocou um reposicionamento relevante no tabuleiro político do maior colégio eleitoral do país. A hipótese de o partido indicar o vice na candidatura do governador reacende disputas internas na sigla, enfraquece a estratégia do governo federal no estado e cria obstáculos adicionais para a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva visando 2026. As informações são do G1.

MDB vira peça central, mas segue rachado

Embora o MDB tenha se tornado ator central nas negociações políticas em São Paulo, a possibilidade de um alinhamento nacional do partido com Lula é tratada como improvável. Isso porque, segundo o cenário descrito, ao menos 17 diretórios estaduais resistem a um apoio formal ao presidente.Além disso, o comando partidário exercido pelo deputado Baleia Rossi, alinhado ao governador paulista, tem empurrado o MDB de São Paulo para uma posição mais próxima do campo conservador, diminuindo as chances de uma adesão nacional consistente ao projeto do PT.

Pressão aumenta sobre Simone Tebet

O possível avanço do MDB em direção a Tarcísio gera impacto direto sobre a permanência da ministra do Planejamento, Simone Tebet, na legenda. Caso o partido consolide a guinada em São Paulo e inviabilize uma construção alinhada ao governo federal, cresce a tendência de que Tebet deixe o MDB. Caso decida disputar eleições, o destino mais provável da ministra seria o PSB, movimento que teria implicações diretas para o desenho de alianças do campo governista.

PT insiste em Haddad como protagonista em São Paulo

No campo petista, o foco segue concentrado na tentativa de manter Fernando Haddad como figura central da estratégia eleitoral paulista. A avaliação interna do partido é de que Haddad ainda representa um nome competitivo para liderar a disputa ao governo do estado, repetindo fórmulas adotadas em eleições anteriores e apostando em sua força eleitoral, especialmente na capital.

Dentro dessa lógica, Simone Tebet poderia ser posicionada como candidata ao Senado, reforçando uma chapa com perfil de “frente ampla”, buscando ampliar o alcance do palanque além da base tradicional da esquerda.

Três cenários no tabuleiro eleitoral para 2026

As articulações descritas envolvem três possibilidades em análise, cada uma com diferentes graus de viabilidade política.

Cenário 1: o modelo preferido pelo PT

O desenho considerado ideal pelo PT paulista prevê:

  • Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo

  • Simone Tebet como candidata ao Senado

  • Geraldo Alckmin mantido como vice de Lula na chapa presidencial

Esse cenário, porém, depende diretamente de uma decisão rápida de Tebet sobre sua permanência no MDB, já que a definição precisaria ocorrer ainda neste mês por causa da janela partidária. O texto destaca que o futuro da ministra estaria condicionado a uma conversa com Lula.

Cenário 2: inversão que favorece Haddad

Uma alternativa discutida prevê a inversão dos papéis:

  • Simone Tebet como candidata ao governo paulista

  • Fernando Haddad disputando uma vaga no Senado

  • Alckmin permanecendo como vice de Lula

Esse arranjo é visto como mais confortável eleitoralmente para Haddad, mas enfrenta resistência interna no PT de São Paulo, que não deseja abrir mão da liderança da chapa estadual.

Cenário 3: hipótese considerada mais improvável

O cenário menos provável descrito envolve:

  • Geraldo Alckmin candidato ao governo de São Paulo

  • Fernando Haddad concorrendo ao Senado

  • Simone Tebet, já no PSB, como vice de Lula na chapa nacional

Nesse desenho, a vaga de vice ficaria com o PSB, preservando a lógica de uma mulher ocupando o posto atualmente de Alckmin. Apesar da relação próxima entre Lula e Alckmin, essa alternativa é considerada a mais difícil, já que a tendência predominante é manter o vice-presidente ao lado de Lula na disputa presidencial.

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