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Ministros do STF julgam o caso Marielle neste mês

Cinco acusados de participação na morte da ex-parlamentar irão a julgamento

Memorial de Marielle Franco em São Paulo-SP (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Lucas Krupacz e Nara Lacerda, Brasil de Fato - O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta segunda-feira (2) as atividades após o recesso do Judiciário. E, já neste mês de fevereiro, a Primeira Turma vai julgar cinco acusados de participação nas mortes da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. As sessões sobre o caso estão marcadas para os dias 24 e 25.

O tema foi para o Supremo devido ao envolvimento dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, ex-deputado federal e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do estado do Rio de Janeiro. Eles são apontados pela Polícia Federal (PF) como mandantes do crime.

Também vão a julgamento o delegado Rivaldo Barbosa, que chefiou a Polícia Civil do RJ e é acusado de ser o mentor intelectual do atentado; Ronald Paulo Alves Pereira, que foi denunciado por Ronnie Lessa, preso pela execução do crime, de ser o responsável por monitorar a rotina da vereadora; e o ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, que foi assessor de Domingos Brazão e é suspeito de ocultar a arma usada no crime.

Em entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o jurista Leonardo Godoy Drigo, doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP), disse que a expectativa para o julgamento é alta.

“É mais um caso em que o Supremo é chamado a julgar grandes personalidades de órgãos instituídos. Esperamos que seja um julgamento bem fundamentado, que enfrente as omissões dos poderes constituídos, dos agentes estatais envolvidos”, afirmou.

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