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Pacheco aceita convite de Lula e deve ser candidato ao governo de Minas

Senador articula mudança para o União Brasil e pode reforçar palanque petista no segundo maior colégio eleitoral do país

Lula e Rodrigo Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende disputar o governo de Minas Gerais nas próximas eleições estaduais. Segundo a CNN Brasil, a informação foi compartilhada por Lula com aliados após uma conversa reservada realizada na quarta-feira (11).

Embora o presidente trate a candidatura como praticamente certa nos bastidores, Pacheco afirma que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes.

O senador mantém diálogo constante com Lula para estruturar uma candidatura competitiva em Minas. A avaliação no entorno do presidente é de que Pacheco representa a principal aposta para fortalecer o palanque petista no estado, considerado estratégico por seu peso eleitoral.

Minas Gerais foi decisiva na eleição presidencial de 2022. No segundo turno, Lula obteve 50,20% dos votos válidos no estado, contra 49,80% de Jair Bolsonaro. O desempenho apertado reforça a leitura de que uma candidatura forte ao governo pode ampliar a mobilização e consolidar apoio ao projeto político do presidente na região.

Nos bastidores, Pacheco deve deixar o PSD para se filiar ao União Brasil, legenda pela qual disputaria o governo estadual. A mudança partidária está praticamente acertada e deve ser oficializada em breve. A articulação tem sido conduzida diretamente pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado e amigo do senador mineiro.

O movimento também é visto como estratégico para o fortalecimento do União Brasil em Minas Gerais. Aliados de Pacheco avaliam que o partido oferece uma estrutura mais robusta no estado e maior capacidade de articulação nacional para viabilizar o projeto eleitoral.

Com a eventual candidatura de Pacheco ao governo, a composição da chapa majoritária já começa a ser desenhada. Uma das vagas ao Senado poderia ser ocupada pela prefeita de Contagem, Marília Campos. A outra vaga segue em disputa entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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