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Pacheco entra no PSB e articula candidatura ao governo de Minas em 2026

Filiação será oficializada ao lado de João Campos nesta quarta. Senador ainda precisa costurar apoio de PDT, PT, PSDB e MDB para viabilizar candidatura

Rodrigo Pacheco (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

247 - O senador Rodrigo Pacheco encerrará sua passagem pelo PSD nesta quarta-feira (1º) ao assinar a ficha de filiação ao PSB em evento ao lado do prefeito do Recife e presidente nacional da legenda, João Campos. A migração partidária é o passo inicial de uma articulação para disputar o governo de Minas Gerais em 2026 no campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira (31), fonte original desta matéria, dirigentes do PSB aguardam que Pacheco confirme formalmente a candidatura ao Executivo mineiro já na cerimônia de filiação.

Apesar do otimismo da cúpula pessebista, o próprio Pacheco sinalizou aos aliados que a decisão final sobre a candidatura depende de um processo de consulta que ainda precisa ocorrer. O senador indicou que o PSB deverá buscar PDT, PT, PSDB e MDB para discutir o apoio à sua eventual postulação antes de qualquer anúncio definitivo.

A saída do PSD foi motivada por uma disputa interna na legenda. O partido presidido por Gilberto Kassab optou por apoiar Mateus Simões como candidato ao governo de Minas Gerais, inviabilizando a permanência de Pacheco na sigla diante de seus próprios planos eleitorais. Sem espaço para avançar dentro do PSD, o ex-presidente do Senado encontrou no PSB a plataforma partidária para estruturar sua corrida ao Palácio Tiradentes.

A filiação de Pacheco ao PSB representa um reforço significativo para a legenda no estado, que passa a contar com um dos nomes mais experientes da política mineira e nacional. O senador acumula passagens pelo Legislativo federal e pela presidência do Senado, o que lhe confere um perfil de alta visibilidade para enfrentar uma disputa que promete ser uma das mais competitivas do país em 2026.

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