PSB aposta na filiação de Rodrigo Pacheco para fortalecer presença em MG
Presidente da legenda em Minas, Otacílio Costa, reiterou apoio ao senador “independente” da escolha do partido
247 - O Partido Socialista Brasileiro (PSB) aposta na filiação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para fortalecer sua presença em Minas Gerais e ampliar a captação de prefeitos e vices no estado. O presidente estadual da legenda em MG, Otacílio Costa, afirmou à CNN Brasil que “independente do partido que Pacheco decidir, o PSB estará apoiando ele”. Atualmente, a sigla administra 46 prefeituras dos 853 municípios mineiros, e a chegada do senador pode impulsionar novas adesões.
Segundo aliados, a filiação de Pacheco é considerada bem encaminhada, embora ainda não haja confirmação oficial. Otacílio destacou que a meta do partido é se consolidar entre os quatro ou cinco maiores do estado. “Com ele filiando, vai culminar em muitas filiações em todo o estado e ele vai ter o apoio majoritário de todos os prefeitos”, afirmou.
Atualmente, o PSB de Minas não possui representação na Câmara dos Deputados nem no Senado Federal, o que torna a filiação de Pacheco estratégica para ampliar a influência política da legenda no estado.
Disputa com outros partidos
O MDB e o União Brasil também manifestaram interesse em atrair o senador. Aliados de Pacheco informaram que ele recebeu contatos desses partidos, incluindo alinhamento com setores do governo federal e conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca de compor uma frente ampla de centro democrático. Para migrar para o MDB, Pacheco precisaria negociar com Gabriel Azevedo, pré-candidato ao governo de Minas, e com Newton Cardoso Jr., presidente estadual da sigla.
A filiação de Pacheco ao PSB pode ocorrer ainda nesta semana de forma discreta e protocolar, caso ele confirme a mudança de legenda. Na semana passada, o senador participou de agendas com dirigentes do PSB em Brasília, no mesmo dia em que a sigla formalizou novas filiações. O convite para se filiar havia sido feito ainda no ano passado, antes da filiação do governador Mateus Simões ao PSD, que inviabilizou a permanência do senador na legenda.


