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Pacheco indica ao PT que não será candidato a governador de Minas

Decisão atribuída ao senador leva PT a reavaliar palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país

Rodrigo Pacheco (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sinalizou ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que não pretende disputar o governo de Minas Gerais. As informações são do blog da GloboNews.

A posição atribuída a Pacheco altera o cenário político no estado e leva o PT a reavaliar a montagem da chapa que disputará o governo mineiro, além do palanque que o presidente Lula terá em Minas, maior colégio eleitoral do país.

Segundo o blog, a sinalização foi feita durante uma reunião entre Pacheco e Edinho Silva. No encontro, o senador indicou que tem outros planos no horizonte. Nos bastidores, ganhou força a possibilidade de uma eventual indicação do parlamentar para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Apesar da indicação feita ao comando petista, Pacheco marcou para o fim de maio o anúncio oficial sobre sua decisão. Até lá, a movimentação em torno da sucessão mineira deve continuar envolvendo PT, PSB e aliados do presidente Lula.

Busca por alternativas em Minas

Com a negativa sinalizada por Pacheco, o PT passa a discutir outros nomes para a disputa pelo governo de Minas Gerais. Entre os nomes cogitados está o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que já disputou o governo estadual.

A equipe de Lula também avalia o empresário Josué Alencar como uma alternativa para a construção de um palanque forte no estado. Minas é considerado um território estratégico para a eleição presidencial, pelo peso de seu eleitorado e por sua relevância política no cenário nacional.

Josué é filho de José Alencar, que foi vice-presidente nos dois primeiros mandatos de Lula. O empresário se filiou ao PSB de Minas Gerais, o mesmo partido de Rodrigo Pacheco. A cúpula da legenda já discute seu nome e conversou com Lula sobre essa possibilidade.

PT mineiro ainda preferia Pacheco

Apesar da busca por alternativas, a preferência do PT em Minas ainda era por Rodrigo Pacheco. O senador é visto por setores do partido como um nome com bom desempenho nas pesquisas e com capacidade de organizar uma candidatura competitiva no estado.

O cenário, no entanto, também foi afetado por articulações recentes em Brasília. Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), liderar a rejeição ao nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, uma ala do governo passou a resistir à candidatura de Pacheco ao governo mineiro.

Nesse contexto, Josué Alencar passou a ser avaliado por interlocutores de Lula como um nome competitivo. Em 2014, ele disputou uma vaga ao Senado por Minas Gerais e recebeu mais de 3 milhões de votos. Naquele ano, foi derrotado por Antonio Anastasia, que havia deixado recentemente o governo estadual.

A definição do candidato governista em Minas será uma das etapas centrais da articulação eleitoral em torno de Lula. O estado é tratado como peça decisiva na estratégia nacional, e a escolha do nome para o governo mineiro deve influenciar diretamente a formação de alianças e o desenho do palanque presidencial.

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