PF investiga aporte milionário de fundo previdenciário no Banco Master
Operação apura aplicação de R$ 13 milhões em fundo de servidores e suspeitas de gestão temerária em cidade do interior paulista
247 - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (23) uma operação para investigar a aplicação de cerca de R$ 13 milhões do fundo de previdência de servidores de Santo Antônio de Posse (SP) no Banco Master, em meio a suspeitas de irregularidades na gestão dos recursos públicos. A ação inclui mandados de busca e apreensão e medidas judiciais contra envolvidos.
Batizada de “Moral Hazard”, a operação tem como foco o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município paulista. Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após informações encaminhadas pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que apontaram possíveis falhas na aplicação dos recursos. “A investigação teve início a partir de informações encaminhadas pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que apontaram possíveis irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, informou a corporação.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim, ambas no interior paulista. A Justiça Federal também autorizou o afastamento de funções públicas de investigados e a indisponibilidade de bens. As medidas foram determinadas pela 9ª Vara Federal de Campinas.
As apurações indicam que a autarquia responsável pela gestão do fundo previdenciário pode ter descumprido normas estabelecidas para esse tipo de investimento. Entre os problemas identificados estão falhas no cumprimento de critérios de segurança, liquidez e diversificação, considerados essenciais para a proteção dos recursos.
Outro ponto levantado pelos investigadores diz respeito ao elevado nível de exposição ao risco. A política de investimentos previa limite de 1% para aplicações em ativos bancários, mas um único aporte no banco Master teria comprometido 6,48% do total dos ativos do fundo.
Além disso, a Polícia Federal aponta fragilidades no processo decisório, incluindo ausência de estudos técnicos prévios, falta de análise comparativa de mercado e decisões tomadas sem avaliação adequada de risco. Esses fatores são considerados centrais para a investigação sobre possível gestão temerária dos recursos públicos destinados à previdência dos servidores municipais.


