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Mendonça autoriza que Daniel Vorcaro faça exames em hospital

Ex-banqueiro, dono do Banco Master, relatou mal-estar e fará exames complementares após avaliação inicial sem gravidade

Mendonça autoriza que Daniel Vorcaro faça exames em hospital (Foto: Reprodução)

247 - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, realize exames médicos em um hospital. Preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, ele relatou mal-estar nos últimos dias e passará por avaliação complementar após diagnóstico inicial sem gravidade.

De acordo com o G1, fontes da Polícia Federal indicaram que o quadro clínico do dono do Banco Master não apresenta riscos imediatos, mas exige exames adicionais para uma análise mais detalhada. Mais cedo, a jornalista Mônica Bergamo, afirmou em sua coluna na Folha de São Paulo que Vorcaro passou mal na segunda-feira (20), tendo urinado sangue, e chegou a receber atendimento médico ainda dentro da unidade da Polícia Federal.

Investigação e prisão

Daniel Vorcaro é investigado por crimes financeiros e suspeitas de pagamentos indevidos a agentes públicos. As apurações também apontam para a possível criação de uma estrutura de monitoramento ilegal, descrita como uma espécie de milícia privada, voltada à vigilância de autoridades e perseguição a jornalistas.

O empresário foi preso em março deste ano durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Após a detenção, ele passou por diferentes unidades prisionais até ser transferido para a Superintendência da PF em Brasília.

Negociação de delação premiada

Paralelamente à investigação, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada. A defesa deve apresentar, nas próximas semanas, uma proposta formal à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A expectativa é que o acordo inclua a revelação de nomes de autoridades ligadas à sua rede de apoio, além de propostas de ressarcimento a investidores prejudicados. Esse ponto é considerado um dos mais sensíveis nas negociações. Caso os termos sejam aceitos e homologados pelo STF, o processo pode durar cerca de 60 dias.

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