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Polícia desarticula central de fraudes na Faria Lima

Operação do Deic fecha esquema que usava endereço para aplicar golpes financeiros, com foco em idosos

Avenida Brigadeiro Faria Lima (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - Uma central de fraudes que operava em um prédio comercial na Avenida Faria Lima, um dos endereços mais valorizados do país, foi fechada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (22). A ação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e teve como alvo um esquema que utilizava a localização estratégica para conferir aparência de legitimidade a cobranças ilegais feitas a vítimas. As informações são do Metrópoles.

A estrutura funcionava de forma híbrida, reunindo atividades de cobrança legítima e ilegal dentro da mesma empresa. Segundo o Deic, essa combinação facilitava a ocultação do esquema criminoso e ampliava o alcance das fraudes praticadas a partir do endereço na zona oeste da capital paulista.

As investigações apontam que os criminosos utilizavam dados obtidos de forma ilícita para entrar em contato com pessoas, principalmente idosos, alegando a necessidade de recuperação de supostos “créditos podres”. As vítimas eram induzidas a pagar valores que, na prática, não deviam, sob forte pressão psicológica.

“O sucesso era possível devido ao nível de ameaças dos operadores. A estratégia consistia em envio massivo de mensagens simulando principalmente ordens judiciais e bloqueios de CPF. As pessoas eram direcionadas ao atendimento telefônico. Os operadores alegam ser de setores de cobrança, jurídico e do Judiciário. Então os argumentos prometiam penhoras, protestos e bloqueios em benefícios”, informou a polícia, em declaração divulgada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Durante a operação na Faria Lima, os agentes apreenderam documentos utilizados nos contatos fraudulentos com as vítimas. A apuração também revelou que os envolvidos montaram uma estrutura criminosa integrada, com empresas que compartilhavam sócios, endereços, além de dados operacionais e contábeis, o que reforçava a organização do esquema.

Além do endereço na capital, os policiais cumpriram diligências em uma segunda base utilizada pelo grupo, localizada em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ao todo, 12 suspeitos foram levados à sede do Deic, onde passaram por procedimentos de verificação para apurar a participação individual de cada um nos golpes investigados.

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