Policial é detido após morte de passageira em carro de aplicativo no Rio
Nas imagens da câmera de segurança, o veículo branco é o carro atribuído ao policial. Já o automóvel preto seria o carro de aplicativo com a vítima
247 - Uma mulher de 33 anos morreu após um policial civil atirar contra um carro de aplicativo na zona oeste do Rio de Janeiro. O agente se apresentou à polícia nesta sexta-feira (8) e acabou preso temporariamente no avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). As informações foram publicadas neste sábado (9) pela CNN.
No segundo desdobramento da ocorrência, a Polícia Civil confirmou que o suspeito compareceu espontaneamente a uma delegacia distrital antes de seguir para a especializada responsável pelo inquérito. A corporação também informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil afastou o servidor das funções e abriu procedimento administrativo para acompanhar o caso.
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (7), na rua Professor Henrique Costa, na Taquara, região da zona oeste carioca. Segundo os investigadores, o motorista do aplicativo onde estava Thamires Rodrigues de Souza Peixoto se envolveu em uma discussão de trânsito com outro motorista.
Após o desentendimento, o policial civil teria disparado contra o veículo. O tiro atravessou o vidro traseiro e atingiu Thamires nas costas enquanto ela seguia como passageira.
Imagens gravadas por câmeras de segurança registraram parte da ação. Os vídeos mostram o carro de aplicativo realizando uma manobra na via enquanto um automóvel branco, apontado pela investigação como sendo utilizado pelo policial, se aproxima do local.
Depois do disparo, o motorista levou Thamires para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus. A vítima não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil informou que os investigadores identificaram rapidamente o autor do disparo e solicitaram a prisão temporária do suspeito. Em nota, a instituição declarou que o agente compareceu voluntariamente à delegacia e depois prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital.
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil acompanha o andamento das investigações e determinou o afastamento imediato do servidor. O motorista do aplicativo também prestou depoimento aos investigadores. Fontes ligadas ao caso afirmaram que o policial já respondeu anteriormente por uso de documento falso no início da carreira na corporação.
Thamires seguia para um salão de beleza no momento do crime. No dia seguinte, ela participaria de uma comemoração de Dia das Mães na escola das filhas. Em respeito à vítima, os organizadores cancelaram o evento.
O corpo de Thamires foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O velório ocorrerá neste sábado (9), no Cemitério de Irajá. Ela deixa o marido e duas filhas.


