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‘Psicopata, Trump esquece que não dá para sustentar uma guerra imoral por muito tempo', diz Orlando Silva

Deputado afirmou que ‘caixões de soldados dos EUA vão chegar aos milhares' após Irã abater três caças dos estadunidenses

Orlando Silva (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

247 - O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) usou as redes sociais neste domingo (5) para fazer uma crítica contundente ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em razão dos ataques americanos ao Irã desde 28 de fevereiro. Uma nova escalada do conflito foi marcada pelo abate de pelo menos três caças americanos pelo Irã neste final de semana.

"Esse psicopata esquece que não é possível, nem para os EUA, sustentar uma guerra ilegal e imoral por muito tempo. O poder bélico pode ser maior, mas os caixões de soldados norte-americanos vão chegar aos milhares e seu governo acabará. Trump já derrotado no Irã, mesmo que vença", escreveu Orlando Silva em seu perfil nas redes sociais.

A guerra eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã sob a alegação de que Teerã desenvolvia armamento nuclear. A Organização das Nações Unidas negou que o governo iraniano tivesse tal pretensão, contestando a justificativa apresentada por Trump para o início do conflito.

O confronto se intensificou neste fim de semana com o abate de pelo menos três caças americanos pelas forças iranianas, episódios que evidenciam a capacidade operacional do Irã mesmo após mais de um mês de ataques intensivos dos Estados Unidos e de Israel.

Uma das consequências mais graves da guerra foi o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem que conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo e ocupa posição central no sistema energético global. Pelo local transitam cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, além de uma quinta parte dos embarques de gás natural liquefeito e um terço do fertilizante mais utilizado no mundo.

Desde o início do conflito, o barril de petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100. Com a passagem parcialmente interditada, grandes produtores da Opep — entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — perderam acesso às rotas que abastecem mercados na Ásia, Europa e Américas, gerando impacto direto sobre os preços de energia e alimentos em escala global.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Evan Vucci/Reuters


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