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PT vê Grande São Paulo como trunfo eleitoral de Lula

Petistas avaliam que Lula cresce na capital e no entorno, enquanto Haddad ainda enfrenta vantagem de Tarcísio

19.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte. São Paulo - SP.

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - A Grande São Paulo passou a ocupar papel central nos cálculos eleitorais do PT, que vê na região sinais de recuperação do presidente Lula (PT) e uma oportunidade para ampliar a diferença em relação aos adversários, enquanto Fernando Haddad (PT) ainda enfrenta um cenário mais difícil na disputa estadual diante da vantagem de Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo o UOL.

Integrantes do governo e do PT avaliam que a curva de retomada de Lula na capital paulista e no entorno é mais perceptível do que a observada no quadro nacional. A leitura interna é de que parte dos eleitores que abandonaram Flávio Bolsonaro (PL) após o escândalo do Master não migrou diretamente para Lula, mas passou a considerar alternativas como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

A avaliação dos petistas é que a Grande São Paulo oferece um ambiente eleitoral mais diverso do que outras áreas do estado. Essa característica, segundo a análise feita dentro da campanha, permite testar mensagens capazes de alcançar públicos diferentes, combinando discursos mais amplos com recortes específicos para segmentos do eleitorado.

A região também é lembrada por seu peso nas eleições de 2022. No segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), Lula obteve quase 3,7 milhões de votos apenas na capital paulista, cerca de meio milhão a mais do que o então presidente. Para petistas, esse desempenho foi relevante em uma disputa nacional decidida por pouco mais de 2 milhões de votos.

O contraste com o interior paulista é outro ponto considerado estratégico. Tradicionalmente conservadoras, as grandes cidades de São Paulo passaram por uma mudança política nas últimas décadas, saindo do predomínio tucano, que sustentou mais de 20 anos de governos do PSDB no Palácio dos Bandeirantes, para uma inclinação mais próxima do bolsonarismo. Movimento semelhante ocorreu em estados vizinhos, como Paraná e Mato Grosso do Sul.

Interlocutores petistas esperam que uma dinâmica parecida se repita neste ano, mas com sinais considerados mais favoráveis ao presidente na região metropolitana. A estratégia em discussão no entorno do Planalto é reduzir os efeitos negativos no interior e, ao mesmo tempo, ampliar a vantagem na Grande São Paulo.

Nesse desenho, a região deve receber atenção prioritária da campanha presidencial. A previsão é que Lula concentre ali o maior número de comícios presenciais, justamente por se tratar de uma área vista como decisiva para compensar dificuldades em outras partes do estado.

No caso de Haddad, a avaliação de petistas é menos pessimista do que os números gerais poderiam sugerir. Tarcísio aparece como favorito desde que o ex-ministro anunciou sua candidatura, impulsionado por uma aprovação positiva e por fatores semelhantes aos apontados na disputa nacional.

Ainda assim, dirigentes do PT observam que Haddad apresenta desempenho superior ao de seu adversário na Grande São Paulo, repetindo uma vantagem regional também atribuída a Lula. A diferença, porém, está no interior: para Haddad, a discrepância fora da região metropolitana é considerada muito maior, o que torna o desafio estadual mais complexo do que o enfrentado pelo presidente.

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