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Salva-vidas é agredido, algemado e denuncia racismo em praia de SP

Segundo o profissional, a confusão começou enquanto ele se preparava para realizar um resgate no mar

Socorrista afirma que se preparava para resgate no mar quando foi agredido e hostilizado por mulher que pediu ajuda para encontrar o neto (Foto: Reprodução)

247 - Um salva-vidas temporário foi agredido, algemado e denunciou ter sido vítima de racismo após uma confusão registrada na praia de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, nesta quinta-feira (8). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o socorrista, já algemado, recebe um chute enquanto policiais militares acompanham a ocorrência.As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles. 

Segundo o profissional, a confusão começou enquanto ele se preparava para realizar um resgate no mar, quando foi abordado por uma mulher que pediu ajuda para localizar o neto, que estaria desaparecido na praia.

De acordo com o relato do salva-vidas, ele informou à mulher que faria primeiro o salvamento em andamento e, em seguida, prestaria apoio na busca pelo neto. Ainda segundo sua versão, a resposta gerou revolta, seguida de ofensas verbais e agressões físicas. O socorrista afirma ter sido alvo de insultos de cunho racial durante a discussão.À reportagem do Metrópoles, a delegada titular da Delegacia de Polícia de Ubatuba, Ana Carolina Macedo, afirmou que testemunhas relataram ofensas racistas contra o profissional. Segundo ela, há registros de que o salva-vidas foi chamado de “macaco”, termo caracterizado como injúria racial.

A mulher envolvida na ocorrência, por sua vez, apresentou uma versão diferente à polícia. Ela negou as acusações e alegou que foi o salva-vidas quem iniciou os xingamentos após o pedido de ajuda. A divergência de versões passou a ser apurada pelas autoridades.Conforme o boletim de ocorrência, a confusão se estendeu pela orla da praia e envolveu outros socorristas e familiares da mulher, incluindo o marido dela, que é policial militar. A situação escalou rapidamente, exigindo a intervenção da Polícia Militar.O registro policial aponta que o salva-vidas foi algemado devido a “constantes desobediências, resistência e estado emocional agressivo”. Após o episódio, ele foi escoltado até um posto do Corpo de Bombeiros e, posteriormente, encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado.

Em nota, o Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que o guarda-vidas estava atendendo a uma ocorrência de emergência no mar quando a mulher solicitou ajuda, o que teria gerado insatisfação. Segundo a corporação, a situação evoluiu para hostilidade e agressões físicas entre as partes envolvidas.“Após, houve novo desentendimento entre as partes, o qual evoluiu para vias de fato, envolvendo guarda-vidas temporários e acompanhantes da mulher que havia solicitado ajuda”, informou o Corpo de Bombeiros em comunicado.

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