Tarcísio minimiza erros de português de monitor em escola cívico-militar em SP
Governador defende profissional após repercussão do caso e afirma que monitores militares não têm função pedagógica
247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou os erros de português cometidos por um monitor militar durante uma atividade em uma escola cívico-militar no interior paulista. O episódio ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, e ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram palavras escritas de forma incorreta no quadro, como "descançar" e "continêcia". As informações são do jornal O Globo.
"Quem não erra?"
Em entrevista a jornalistas, durante agenda oficial em Cruzeiro, na sexta-feira (6), o governador saiu em defesa do profissional e questionou as críticas. "Quem não erra?", afirmou Tarcísio. Segundo o governador, os monitores militares não exercem função pedagógica e atuam apenas em atividades relacionadas à disciplina e à organização comportamental dos estudantes. "Ele não está lá para dar aula", disse.
Tarcísio afirmou que o conteúdo pedagógico permanece sob responsabilidade exclusiva dos docentes e que o papel dos monitores está ligado à orientação de postura, disciplina e valores cívicos nas escolas do modelo. O governador também comentou o erro de grafia e afirmou que o episódio não deve ser tratado de forma desproporcional. "O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso", declarou.
"Descançar" e "continêcia"
Os erros de português ocorreram durante uma atividade conduzida por policiais militares aposentados responsáveis por orientar estudantes em comandos de ordem unida. Durante a atividade, a palavra "descansar" foi escrita com "ç", enquanto "continência" apareceu sem a letra "n". Após ser alertado, o monitor corrigiu os termos no quadro.
Em nota divulgada anteriormente, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos professores. A pasta informou ainda que, na fase inicial do programa, os monitores atuam apenas em atividades ligadas à disciplina e à promoção de valores cívicos. Segundo a secretaria, os profissionais passam por avaliações semestrais.
Em 2026, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região aderiram ao modelo cívico-militar. As unidades estão distribuídas em dez municípios e contam com atuação de policiais militares aposentados em conjunto com as equipes pedagógicas.


