Veja quem são presos em investigação sobre plano para matar promotor
Operação prende três por plano contra promotor em SP e mira grupo ligado ao PCC em Campinas
247 - A Operação Infiltrados prendeu três suspeitos nesta terça-feira (9) por suposto envolvimento em um plano ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas, no interior de São Paulo. As informações foram publicadas pelo Metrópoles.
Os presos são Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do MPSP, Maurício Aparecido de Oliveira, investigador da Polícia Civil, e Itamar Gomes da Silva, ex-policial civil. A investigação busca desarticular um grupo associado ao PCC e suspeito de atuar no planejamento de um atentado contra o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar, com apoio das corregedorias das polícias Civil e Penal e da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ex-estagiário do MPSP é apontado como alvo central da operação
Um dos principais alvos da Operação Infiltrados é Gabriel Lira de Jesus. De acordo com a investigação, ele teria usado sua passagem como estagiário no Ministério Público de São Paulo para acessar informações privilegiadas.
A Promotoria apurou que o investigado consultava dados e sistemas internos para identificar criminosos com alto poder econômico. Em seguida, segundo a apuração, essas informações seriam usadas para extorquir dinheiro em troca de uma suposta proteção em investigações conduzidas pelo Gaeco.
Gabriel é classificado pela investigação como um dos integrantes do grupo ligado ao PCC que teria participado do plano contra Amauri Silveira Filho. Ele foi preso por policiais do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) em uma mansão de luxo, em Campinas. Documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos no local.
Investigador da Polícia Civil também foi preso
O segundo preso é o investigador Maurício Aparecido de Oliveira, lotado atualmente no 1º Distrito Policial de Campinas. Na época do planejamento do atentado, segundo o MPSP, ele chefiava a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), vinculada à Divisão de Investigações Criminais (Deic) de Campinas.
Maurício foi gravado em uma reunião com o empresário José Ricardo Ramos, apontado como um dos principais mentores do plano para matar o promotor. O encontro teria ocorrido um dia antes da operação que frustrou o atentado. José Ricardo Ramos foi preso em agosto de 2025.
Segundo o Gaeco, o investigador pode ter fornecido informações “privilegiadas e sensíveis”. Maurício Aparecido de Oliveira foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil e encaminhado a uma penitenciária destinada exclusivamente a agentes policiais infratores.
Ex-policial civil é investigado como intermediário
O terceiro preso é o ex-policial civil Itamar Gomes da Silva. De acordo com o Gaeco, ele atuava como intermediário nas relações entre o investigador Maurício Aparecido de Oliveira e o ex-estagiário Gabriel Lira de Jesus.
A Operação Infiltrados também contou com apoio da Comissão de Prerrogativas da OAB porque houve buscas em um escritório de advocacia. A participação da entidade ocorre em situações que envolvem prerrogativas profissionais da advocacia durante diligências.
A investigação prossegue com a análise dos documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos, além da apuração sobre a extensão da atuação do grupo e a eventual participação de outros envolvidos no plano contra o promotor do Gaeco de Campinas.



