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Nelsinho Trad alerta para interesse dos EUA em terras raras por trás da classificação de PCC e CV como terroristas

Nelsinho Trad preside a Comissão de Relações Exteriores e a Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras no Senado

Nelsinho Trad (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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247 - O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, alertou que a 'cooperação' dos Estados Unidos no combate ao PCC e ao Comando Vermelho não pode ser usada como caminho indireto para interesses estrangeiros sobre as reservas brasileiras de terras raras. Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar reagiu à classificação das facções como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump. 

Para Trad, a iniciativa exige atenção para que ações de segurança pública não ultrapassem seus limites e não abram espaço para agendas externas relacionadas a recursos estratégicos do Brasil. “É preciso ter muito cuidado para que essa cooperação não sirva de atalho ou subterfúgio para a exploração de outras questões que não estejam relacionadas à segurança pública”, afirmou o senador.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras no Senado, Nelsinho Trad destacou que os Estados Unidos demonstram interesse nas reservas brasileiras desses minerais, considerados estratégicos para setores de alta tecnologia, defesa, energia e indústria. Por isso, ele defendeu que qualquer atuação de agentes estrangeiros no país respeite os mecanismos regulares de controle e fiscalização.

“Utilizar esse caminho para facilitar a entrada no Brasil, sem a observância dos procedimentos regulares de verificação sobre quem está entrando e por qual motivo, exige cautela, sobretudo porque o país detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo”, disse.

Apesar do alerta, o senador afirmou ser favorável à cooperação entre Brasil e Estados Unidos quando o objetivo for enfrentar organizações criminosas. Ele ressaltou que a colaboração pode ser positiva desde que esteja restrita à segurança pública e não seja desviada para outros interesses.

“Ninguém quer passar a mão sobre malfeitos ou bandidos. Imagino que, se essa cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área da segurança pública for destinada a uma atuação conjunta contra organizações criminosas, ela é bem-vinda”, declarou.

Para Nelsinho Trad, a parceria entre os dois países deve se concentrar em áreas como troca de informações de inteligência, aplicação de inteligência artificial em políticas de segurança pública e fortalecimento do controle das fronteiras. O senador argumentou que a tecnologia é indispensável para tornar esse monitoramento mais eficaz. “É impossível fazer esse controle sem tecnologia”, afirmou.

A preocupação do parlamentar ocorre em meio ao debate sobre a forma como o Brasil deve lidar com a atuação internacional no enfrentamento às facções criminosas. Para Trad, o combate ao crime organizado pode contar com cooperação externa, mas precisa preservar a soberania nacional e impedir que interesses econômicos sobre recursos minerais estratégicos avancem sem transparência e controle institucional.

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