Eduardo Leite pede definição rápida do PSD sobre candidato da legenda à Presidência
Governador do RS diz que escolha deve ocorrer antes do prazo para deixar o cargo e disputar as eleições de 2026
247 - O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que o Partido Social Democrático (PSD), ao qual é filiado, precisa acelerar a escolha do candidato que disputará a Presidência da República nas eleições de 2026. A declaração ocorre enquanto a legenda discute internamente os nomes que podem representar a sigla na corrida ao Palácio do Planalto. As informações são do jornal O Globo.
Leite também divulgou, nesta sexta-feira (6), nas redes sociais, uma carta intitulada "Manifesto ao Brasil", em que critica o cenário de polarização política e oficializa sua candidatura à Presidência da República. Pela legislação eleitoral, Leite terá de deixar o governo gaúcho até o dia 4 de abril caso decida disputar algum cargo nas eleições de 2026.
Prazo para desincompatibilização
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, havia indicado que a decisão seria anunciada até 15 de abril, mas integrantes do partido avaliam a possibilidade de antecipar a definição. "Entendo que não pode demorar. Do meu lado, acho importante que se defina antes do prazo de desincompatibilização", disse o governador do Rio Grande do Sul.
A regra do afastamento também se aplica aos outros dois nomes cotados pelo PSD para a disputa presidencial: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Os três participam nesta sexta-feira (6) de um evento em São Paulo organizado por Kassab para debater propostas do partido para a eleição presidencial.
Sucessões estaduais
No Rio Grande do Sul, Leite enfrenta dificuldades para consolidar a sucessão estadual. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) é apontado como possível candidato, mas o grupo enfrenta concorrência do bolsonarismo e obstáculos para ampliar alianças partidárias. No Paraná, Ratinho Júnior também ainda não definiu quem apoiará para disputar o governo estadual em 2026. O governador prefere lançar um nome do próprio PSD, mas há disputa interna que pode provocar tensões entre partidos que compõem sua base política.
Em Goiás, a situação é considerada mais favorável ao grupo de Caiado. O vice-governador Daniel Vilela (MDB) possui acordos encaminhados com diferentes legendas para disputar a sucessão estadual. Ainda assim, há divergências com o PL, partido influente no estado, que discute se apoiará ou não a aliança com o grupo do governador.
Com a definição do pré-candidato, o PSD pretende ampliar o diálogo com outras legendas. Dirigentes partidários afirmam que a escolha de um nome pode facilitar negociações para alianças eleitorais. Enquanto isso não ocorre, integrantes da sigla indicam que os próprios pré-candidatos podem iniciar conversas individuais com outras forças políticas.


