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Maria do Rosário cita benefícios do Pix e critica a ‘direita fascista’

Deputada afirma que sistema brasileiro amplia inclusão financeira e critica tarifa de 25% imposta pelos EUA contra o Brasil. Vídeo

Maria do Rosário (Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados)
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247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defendeu o Pix como instrumento de soberania, inclusão financeira e concorrência no sistema de pagamentos, ao criticar a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil. A parlamentar se manifestou nesta terça-feira (2) em defesa do sistema lançado pelo Banco Central brasileiro em 2020 e associou a ofensiva contra o Pix à atuação da direita fascista e do governo de Donald Trump.

"Disputa o mercado das grandes bandeiras de cartão de crédito e débito e promove a inclusão financeira sem cobrar taxa", afirmou a parlamentar, destacando que o sistema atende trabalhadores, consumidores, pequenos negócios e empreendedores em todo o país.

Conforme a petista, a tecnologia brasileira reduziu custos, facilitou transações e passou a incomodar interesses privados no setor financeiro. A parlamentar ressaltou o alcance social da plataforma. "Beneficia desde os pequenos produtores e comerciantes até a população em geral", disse.

Crítica à tarifa dos EUA

A parlamentar também repudiou a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo as informações, a medida tem relação com condenações determinadas pelo Judiciário brasileiro em investigações sobre ações golpistas.

Maria do Rosário associou a ofensiva ao bolsonarismo e ao governo de Donald Trump. Na avaliação da deputada, a pressão externa combina interesses políticos, econômicos e ameaças à autonomia nacional.

De acordo com a parlamentar, o bolsonarismo e o governo Donald Trump defendem a "intervenção política, econômica e a ameaça" ao Brasil.

A deputada também afirmou que o Brasil precisa manter a defesa da democracia, da soberania e de seus recursos estratégicos. "Temos que seguir defendendo nossa democracia, soberania, nossas florestas, as terras raras. O Brasil tem grande responsabilidade com o mundo contemporâneo", continuou.

Pix entra no centro da disputa política

A defesa do Pix ganhou força entre lideranças progressistas após críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Para parlamentares da base do governo Lula, a tentativa de questionar a plataforma envolve disputa econômica e interferência externa.

Maria do Rosário enquadrou o Pix como patrimônio tecnológico do país e instrumento essencial para milhões de brasileiros. O sistema permite transferências instantâneas, favorece pequenos pagamentos e movimenta diariamente a economia popular.

A deputada também vinculou a defesa da ferramenta à proteção da soberania nacional. Para ela, atacar o Pix significa atingir uma política pública bem-sucedida e um mecanismo que tornou o sistema financeiro mais acessível à população.

"O Pix é do Brasil e ninguém vai colocar a mão nele. Atacar o Pix é atacar a nossa soberania, a nossa tecnologia e o direito do povo brasileiro a um sistema financeiro gratuito, eficiente e inclusivo. Não aceitaremos ameaças, interferências ou interesses estrangeiros acima do nosso país. O Brasil é uma nação soberana e não está à venda."

Soberania e tecnologia nacional

O posicionamento de Maria do Rosário reforça a reação de parlamentares governistas à pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil. A deputada defende que o país preserve sua autonomia diante de disputas comerciais, interesses financeiros internacionais e movimentos políticos ligados à extrema-direita.

A controvérsia em torno do Pix passou a concentrar debates sobre tecnologia pública, concorrência no sistema financeiro e defesa de instrumentos nacionais. Para a parlamentar, o Brasil deve proteger o sistema por seu papel na economia cotidiana e por sua importância para trabalhadores, empresas e pequenos produtores.

A crítica também amplia o embate político sobre a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, em um cenário de tensão entre Brasília e Washington e de reação de lideranças progressistas contra qualquer tentativa de interferência sobre decisões internas do país.

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