“Impeachment de Toffoli é inevitável!”, afirma o deputado Marcel van Hattem
"Quem acham que enganam, a essas alturas?", escreveu o parlamentar na rede social X
247 - O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) defendeu nesta quinta-feira (12) a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre em meio ao avanço de questionamentos sobre relações entre o magistrado, familiares e operações financeiras ligadas ao Banco Master.
A declaração foi publicada pelo parlamentar na rede social X e repercutida em reportagens que abordam o caso envolvendo o Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, e negócios que passaram a ser investigados em razão de suspeitas de irregularidades.
Deputado critica nota de ministros do STF e redistribuição de relatoria
Na publicação, Marcel van Hattem afirmou que há contradição entre a defesa pública feita por ministros do STF e a decisão de Toffoli de abrir mão da relatoria para redistribuição do caso.
“Ministros do STF dizem em nota conjunta que Toffoli teria feito tudo certo mas, ao mesmo tempo, Toffoli anuncia que abre mão da relatoria para redistribuição. Quem acham que enganam, a essas alturas? Tentativa explícita de abafar o caso! O impeachment de Toffoli é inevitável!”, escreveu o deputado.
A postagem foi feita em um contexto de novas informações relacionadas ao ministro, envolvendo sua participação em empresa com negócios ligados a estruturas financeiras associadas ao Banco Master.
Sociedade em empresa e vínculos com fundo ligado ao Master
De acordo com as informações divulgadas, Dias Toffoli integra o quadro societário da empresa Maridt Participações. A companhia teria realizado negócios com um fundo administrado pela empresa Reag, que é apontada como ligada ao Banco Master.
O ministro reconheceu a sociedade empresarial, mas negou ter recebido valores pagos por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O caso segue alimentando disputas políticas e aumentando a pressão sobre o STF, em meio ao debate público sobre possíveis conflitos de interesse e a condução de investigações envolvendo o Banco Master e seus negócios.


